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Workplace transformation: um admirável mundo novo

Esta crise sanitária [...] revelou um admirável (ou talvez não!) mundo novo, ao qual todos nós nos teremos [...] de nos adaptar - pessoas e organizações.

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A forma como trabalhamos atualmente é drasticamente diferente da forma como trabalhávamos antes do contexto pandémico para o qual fomos "empurrados" há pouco mais de um ano. Quem imaginaria que as nossas salas, os nossos quartos, as nossas cozinhas (em alguns casos), em poucas semanas, se transformariam em verdadeiros "escritórios"? Se, no início, esta alteração de paradigma não gerou grande preocupação - quantos de nós não pensámos que a normalidade seria uma realidade em poucas semanas? - com o tempo, rapidamente, todos nós (profissionais e organizações), percebemos que era urgente adotar medidas que fossem ao encontro das exigências de um cenário que parecia (e parece) ter vindo para ficar.

Perante o desafio, todas as preocupações relacionadas com o trabalho remoto foram postas de lado e implementadas estratégias capazes de garantir, por um lado, a continuidade e a sustentabilidade dos "negócios" e, por outro, a melhor experiência possível a trabalhadores e clientes. A adaptação (em muitos casos, em tempo recorde!) dos recursos tecnológicos e digitais disponíveis conduziu, em algumas empresas e em alguns setores de atividade, a resultados verdadeiramente surpreendentes, com ganhos assinaláveis ao nível da produtividade. Foi o caso da advocacia, em que a pandemia tem servido de pretexto para "arrumar a casa".

Embora a questão da saúde pública seja ainda um tema preocupante, já é possível, neste momento, vislumbrar um futuro, no qual se espera que a vida e as rotinas voltem ao "normal". Nesse sentido, é fundamental que se comece a pensar "para além da pandemia" e a decidir como serão construídas as dinâmicas do dia a dia, que formas de trabalho e procedimentos deverão ser adotados, que ferramentas deverão passar a ser utilizadas e como se processará a comunicação dentro das organizações.

Tendo isso em mente, e recorrendo aos "inputs" de todos os seus colaboradores espalhados um pouco por todo o mundo, a Kennedys resolveu reforçar a sua aposta num projeto iniciado ainda antes da pandemia: o projeto WPT, que teve a sua génese no respeito pelo meio ambiente e na necessidade de se proceder a uma redução significativa dos custos operacionais, e aos quais se junta agora a urgência que existe em sensibilizar para a alteração de alguns comportamentos pessoais, sociais e institucionais, que não são compatíveis com o contexto de crise pandémica em que estamos inseridos. A proposta passa pela utilização cada vez mais reduzida do papel ("paperless"), nomeadamente, através do recurso à digitalização de documentos e a ferramentas de software para revisão de documentos e emails. A explicação é simples: se não existir dependência do papel (muito comum neste setor de atividade) é mais fácil ser-se flexível no que respeita aos métodos de trabalho que nos são sugeridos, os custos serão efetivamente mais reduzidos, a ocupação dos escritórios será mais eficiente, e o impacto ambiental será, certamente, menor. Prevê-se uma transição fácil e imediata? A resposta não poderia ser outra: não! As pessoas têm hábitos e vícios que não serão fáceis de alterar, contudo, apoiadas por uma equipa especializada que, no caso da sociedade de advogados inglesa, agrega profissionais das áreas de recursos humanos e gestão de equipamentos físicos, tudo se torna mais fácil.

Ao longo dos últimos meses, o modelo de "Trabalho Híbrido" adotado pela Firma (trabalho remoto / trabalho presencial), adaptado à função que cada um desempenha, possibilitou a todos os colaboradores um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. No entanto, se trabalhar a partir de casa se revelou muito bom para a gestão familiar e quotidiana, ajudando a baixar despesas (ou mesmo a pegada ambiental), a "moeda de troca" é o isolamento e a falta de socialização, que podem facilmente conduzir a estados depressivos de uma enorme complexidade. Atenta a esta realidade, a Kennedys tem vindo a promover diversas ações de sensibilização junto dos seus colaboradores, que visam alertar para a importância da saúde mental. Assim, para além de disponibilizar linhas de apoio psicológico, tem promovido, paralelamente, alguns eventos via Teams (ex: aulas de ioga e meditação) que têm como principal objetivo quebrar o sedentarismo e a solidão.

Não restam dúvidas: a partir de agora, nada será como antes. A sociedade que emergirá desta turbulência será muito mais digital. Novos modelos de negócio passarão a ser, não apenas necessários, como absolutamente indispensáveis. A relação entre as pessoas nunca mais será a mesma. Esta crise sanitária, que deixará certamente marcas profundas em todos nós, revelou um admirável (ou talvez não!) mundo novo, ao qual todos nós nos teremos, inevitavelmente, de adaptar - pessoas e organizações.

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