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Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2019 às 22:13

Quando a negociação cambial entra nos leilões

Os avanços e recuos do Brexit têm sido seguidos com atenção, em todo o mundo, desde o verão de 2016. E agora, quanto mais se aproxima a data definida para a saída do Reino Unido da União Europeia, mais interesse tem sido dado a este tema.

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Até porque as suas implicações são amplas e, em alguns casos, até difíceis de prever. Nos últimos dias, a Bloomberg avaliou o impacto das negociações e também das variações cambiais no negócio das leiloeiras. Nas próximas duas semanas, serão leiloadas algumas obras de arte em Londres e, por isso mesmo, os colecionadores de arte não têm ignorado as movimentações do Brexit e muito menos as variações cambiais. Até porque, esta semana, a libra disparou para o valor mais alto face ao euro desde 2017. Ao mesmo tempo, a incerteza em torno do desfecho desta situação tem vindo a levar muitos vendedores a ficarem de fora dos leilões, o que acaba por diminuir a oferta de obras de arte. Já alguns compradores têm procurado localizações onde a moeda seja mais barata. Um contexto que está a levar algumas leiloeiras a tomarem medidas, como oferecer aos vendedores a oportunidade de fixar uma taxa de câmbio após a compra, evitando a volatilidade. Todos querem certezas sobre o Brexit.

 

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