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Rusal afunda 70% desde sanções à Rússia e alumínio dispara para máximos de 2011

As sanções dos EUA à Rusal, produtora russa de alumínio, fazem-se sentir não só nas acções da empresa como no mercado do metal. Enquanto a empresa afunda 70%, o alumínio dispara para máximos de 2011. Com a sombra de novas sanções, também o paládio e o níquel começam a subir.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 18 de Abril de 2018 às 14:21
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Desde o início do ano, a Rusal já acumulou perdas de 74,09% no seu valor de mercado – sendo que as maiores quebras se concentram nos últimos dias. Desde 9 de Abril - primeiro dia em que as acções negociaram após o anúncio das sanções - os títulos afundam 69,4%.

Enquanto se agrava a situação da Rusal, sobem também os preços do alumínio. A matéria-prima chegou a negociar nos 2.481 dólares por tonelada no London Metal Exchange (LME), um máximo que já não se registava desde Agosto de 2011. O Goldman Sachs prevê mesmo que o metal atinja a fasquia dos 3.000 dólares no curto-prazo, avança a Bloomberg.

Os EUA decidiram sancionar empresas russas na sequência de suspeitas da interferência do Kremlin nas presidenciais americanas – sendo que os oligarcas responsáveis pelas empresas têm fortes ligações ao Governo. A Rusal, sendo uma das maiores produtoras mundiais de alumínio, é um dos exemplos mais visíveis. Mas não é a única, e avizinham-se novas sanções, que já mexem com outros elementos do mercado das matérias-primas.

Níquel e Paládio aquecem na expectativa

O níquel e o paládio ainda não foram atingidos pelas sanções de Washington, mas os mercados não esperaram para reagir: o níquel toca agora máximos de três anos, depois de uma subida de 4,6% que colocou o metal a cotar nos 14.870 dólares por tonelada no LME – retornando a níveis de Fevereiro de 2015. A pesar no sentimento dos investidores esteve também uma quebra de produção de 18% na americana Vale SA e previsões da BHP Billiton que apontam para um boom na utilização de veículos eléctricos.

"Há definitivamente alterações nos preços tendo em conta a possibilidade de que o níquel será incluído (numa nova ronda de sanções)", comentam analistas da BMO Capital Markets. Da óptica dos mesmos, o paládio, metal que tem a Rússia como principal produtora, também estará a ser impulsionado pela mesma expectativa: está a negociar nos 1.026,95 dólares, beneficiando de um ciclo de ganhos quase ininterrupto que se mantém desde 9 de Abril, quando o preço da tonelada se ficava pelos 932,50 dólares.

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