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EUA aliviam sanções à Rusal. Empresa dispara mais de 15%, alumínio afunda 8%

A russa Rusal, produtora de alumínio que chegou a afundar 70% na sequência de sanções anunciadas pelos EUA, recupera mais de 15% em bolsa, com um alívio das penalizações à vista. O alumínio ruma no sentido inverso.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 23 de Abril de 2018 às 16:06
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Esta segunda-feira, o Tesouro americano admitiu aliviar as sanções à Rusal, na condição de Oleg Deripaska, oligarca russo, abdicar da posição que tem na empresa, avança a Bloomberg. Oleg é o fundador do grupo industrial Basic Elements, detendo uma posição maioritária na Rusal através da subsidiária En+Group.

O Governo de Trump decidiu ainda estender em cerca de cinco meses o prazo para as empresas americanas cancelarem contratos com a produtora russa.

Durante a manhã, os títulos da Rusal chegaram a subir 15,82% para os 26,58 rublos (35,10 cêntimos), mantendo-se posteriormente com ganhos em torno dos 13%.

Títulos da Rusal valorizam na ordem dos 13%
Evolução das acções da Rusal no último mês
Fonte: Bloomberg

A matéria-prima que a empresa produz, o alumínio, regista uma tendência oposta, com uma desvalorização de 8,3%. Esta é a maior quebra intradiária dos últimos 17 anos. Na semana anterior, na sombra das sanções, a matéria-prima conseguiu atingir os 2.481 dólares, valor inédito desde 2011.

"A Rusal sentiu o impacto das sanções dos EUA pelo envolvimento com Oleg Deripaska, mas o Governo dos EUA não quer afectar a população trabalhadora que depende da Rusal e das suas subsidiárias", declarou Steven Mnuchin, secretário do Tesouro de Trump.

A Rusal é responsável por 6% da produção mundial de alumínio. As sanções impostas pelos EUA provocaram o receio de que a produção da Rusal tivesse de encerrar em diversas localizações, justificando as oscilações do preço do alumínio. O Governo russo chegou a avançar a hipótese de nacionalizar temporariamente a empresa.

Os EUA decidiram sancionar empresas russas na sequência de suspeitas da interferência do Kremlin nas presidenciais americanas – sendo que os oligarcas responsáveis pelas empresas têm fortes ligações ao Governo. A Rusal, sendo uma das maiores produtoras mundiais de alumínio, é um dos exemplos mais visíveis. 
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