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Economistas estimam que PIB português cresça mais de 2% em 2017

O melhor desempenho da economia portuguesa em quase 10 anos, conseguido no primeiro trimestre, faz com que os economistas se mostrem mais optimistas em relação ao comportamento do PIB em 2017, sendo consensual a perspectiva de um crescimento superior a 2%.

Bruno Simão/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 15 de Maio de 2017 às 16:13
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou esta segunda-feira, 15 de Maio, que a economia portuguesa cresceu 2,8% no primeiro trimestre de 2017, comparativamente com igual período do ano passado, o que representa a melhor variação homóloga em praticamente 10 anos.

 

Isso mesmo é realçado pelos economistas do BPI numa nota a que o Negócios teve acesso. "O primeiro trimestre mostrou uma aceleração do crescimento particularmente impressiva", escreve o BPI que antevê que o PIB avance "mais de 2%" em 2017.

 

"Apesar de notar que o crescimento no primeiro trimestre pode dever-se, em parte, a uma "recuperação cíclica", o banco considera existirem agora melhores perspectivas para a economia portuguesa.

 

E salienta ainda que os dados hoje reportados pelo INE "são consistentes com os sólidos números do mercado de trabalho", recordando que no final dos primeiros três meses do ano a taxa de desemprego recuou para 10,1%.

 

Também a Universidade Católica considera que a evolução económica no primeiro trimestre confirma "a melhoria da conjuntura em Portugal e os sinais positivos transmitidos pela generalidade dos indicadores disponíveis mais recentes", com a instituição a manter a previsão de crescimento do produto para este ano nos 2,4%, uma projecção optimista face àquela que é ainda a do Governo português.

 

"A leitura é muito positiva, o que sugere que a recuperação cíclica da economia portuguesa está, finalmente, a dar sinais de dimensão mais próxima de ciclos anteriores", escreve o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP).

 

Já os economistas do banco Montepio revêem em alta a previsão de crescimento do PIB luso de 2% para 2,3%, e também destacam o forte desempenho da economia nacional nos primeiros meses deste ano.

 

No entanto, o Montepio sublinha que tanto o crescimento homólogo como o crescimento em cadeia – o PIB cresceu 1% nos primeiros três meses de 2017 face ao trimestre anterior - registaram "valores que consideramos não se deverem repetir no resto do ano".

 

Todas estas previsões para a evolução económica em 2017 são mais optimistas do que a do próprio Governo, que depois de ter inscrito no Orçamento do Estado para este ano uma meta de 1,5%, elevou no início de Abril a previsão para o crescimento do PIB para 1,8%.

 

A previsão governamental ficou assim em linha com a estimativa do Banco de Portugal, que no final de Março também reviu em alta, de 1,4% para 1,8%, a perspectiva para o crescimento do PIB neste ano.

Mesmo destacando o crescimento homólogo de 2,8% como "o mais alto desde 2007", a instituição Informação de Mercados Financeiros (IMF) faz questão de lembrar que o PIB luso "ainda não recuperou os níveis anteriores à crise de 2008".

 

A IMF dá, em simultâneo, razão a quem defende que o mais forte crescimento é obra das reformas do anterior Governo, tal como fez o PSD ainda esta manhã, e quem argumenta que são as políticas seguidas pelo actual Executivo a animar a economia.

 

"Estes são números bastante positivos porque confirmam o crescimento contínuo da economia portuguesa desde meados de 2013 (considerando variações homólogas) e também confirmam uma aceleração do ritmo de crescimento, o que é uma novidade", referem os analistas da IMF que falam em "bonança perfeita" para fazer referência ao conjunto de circunstâncias (como o euro em baixa ou o petróleo ainda barato) que ajudaram a potenciar o crescimento do primeiro trimestre. 

(Notícia actualizada às 16:51 com análise da IMF)

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