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FMI pede à Europa que crie espaço orçamental

Os tempos são bons e, por isso, os países europeus devem aproveitar para criar espaço orçamental, mas o FMI vê sinais de enfraquecimento desse objectivo.

"Os decisores políticos devem aproveitar o momento para reconstruir espaço de manobra orçamental e avançar com reformas que aumentem o crescimento potencial", pede o FMI. Bloomberg
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 15 de Maio de 2018 às 12:00
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que os países europeus não podem perder a oportunidade de criar espaço orçamental que absorva o impacto de uma eventual crise. Ou seja, reduzir défices. No Regional Economic Outlook, divulgado esta terça-feira, o FMI diz que essa é a estratégia certa para manter o crescimento económico em tempos incertos.

"Os decisores políticos devem aproveitar o momento para reconstruir espaço de manobra orçamental e avançar com reformas que aumentem o crescimento potencial", pede o FMI, referindo que a estratégia orçamental tem sido maioritariamente pró-cíclica durante a retoma económica. E, para lá chegarem, os países devem focar os esforços em melhorar a eficiência do Estado.

A política orçamental terá de ser o instrumento utilizado no futuro, uma vez que a política monetária do Banco Central Europeu (BCE) já gastou os seus principais cartuchos. Além disso, "estabilizar e diminuir a dívida pública iria ajudar as economias a lidar melhor com as pressões do aumento dos gastos com pensões e saúde", aconselha o Fundo.

Mas esta mensagem não é para todos os países europeus. "Os países com um amplo espaço orçamental podem e devem usá-lo para promover o crescimento potencial", destaca o FMI.Têm sido várias as instituições que aconselham países como a Alemanha a investir mais para dar um impulso ainda maior à economia europeia.

Quanto ao rumo do PIB, a curto prazo, os riscos negativos são poucos e ainda podem existir surpresas positivas para o crescimento económico, admite o FMI, uma vez que os indicadores de confiança dos empresários e dos consumidores mantêm-se robustos. A retoma económica tem pernas para andar? "Depende de como se comportar o investimento", antecipa o FMI.

Contudo, uma escalada das tensões comerciais e a imposição de barreiras comerciais poderia enfraquecer a confiança. "Medidas viradas para dentro e o aumento do proteccionismo poderá afectar os países europeus, assim como o resto do mundo", alerta o FMI, tal como têm feito outras instituições internacionais.
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