Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Preço de cabaz de bens essenciais continua a encarecer. Desde a guerra aumentou 23 euros

Desde o início da guerra na Ucrânia, a pescada fresca encareceu 58%, o óleo alimentar 41% e o frango inteiro 31%. Farinhas e bolachas também não escaparam a subida a dois digítos.

Bloomberg
Diana do Mar dianamar@negocios.pt 08 de Julho de 2022 às 13:02
  • Partilhar artigo
  • 1
  • ...

O preço de um cabaz de 63 bens alimentares essenciais, monitorizado pela Deco Proteste, aumentou 3,08 euros (+1,5%) entre 29 de junho e 6 de julho, passando a custar 206,79 euros, o segundo valor mais elevado desde que estalou a guerra na Ucrânia.

O preço do cabaz sofreu um aumento de 23,16 (+12,62%) desde o início da análise, a 23 de fevereiro, ou seja, um dia antes de o conflito ter começado, segundo os dados compilados pela organização de defesa do consumidor, atualizados semanalmente.

O valor mais alto foi atingido na segunda semana de maio, com o cabaz a ascender aos 207,21 euros.

Esta análise levado a cabo pela Deco Proteste tem vindo a revelar incrementos praticamente todas as semanas, sendo que em alguns bens verificam-se subidas de preços de dois dígitos de uma semana para a outra. 

Na última semana, entre 29 de junho e 6 de julho, os dez produtos com maiores aumentos foram o iogurte líquido de morango e a maçã Golden (ambos +10%), a pescada fresca (+8%) e o tomate (ambos + 8%), seguindo-se o açúcar branco granulado, a perca, o azeite virgem extra e a cebola (+7%), assim como o queijo flamengo e o salmão (ambos +6%).

De uma forma mais panorâmica, por categorias de produtos, as maiores subidas foram registadas no peixe (+19,68%) e na carne (14,67%).

Os dez produtos que mais encareceram entre 23 de fevereiro e 6 de julho foram a pescada fresca (+58%), o salmão (+47%), o óleo alimentar 100% vegetal (+41%), o frango inteiro (+31%), a farinha para bolos (+24%), o bife de peru (+22%), a costeleta de porco (+21%), a dourada (+19%), os medalhões de pescada (+16%) e a bolacha Maria (+15%).


Ver comentários
Outras Notícias