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Siza Vieira: Venda dos investimentos de Isabel dos Santos em Portugal é boa para as empresas

O ministro da Economia português disse que o facto de a empresária angolana Isabel dos Santos ter vendido os seus investimentos em Portugal é um passo positivo para evitar danos na reputação das empresas envolvidas.

Negócios jng@negocios.pt 03 de Fevereiro de 2020 às 13:24
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O ministro Adjunto e da Economia português, Pedro Siza Vieira, disse que a decisão de Isabel dos Santos de vender os seus investimentos em empresas portuguesas é um "bom passo" para evitar danos na reputação das empresas envolvidas.

Numa entrevista à agência Reuters, Siza Vieira disse que "se olhar para o impacto, que é adverso, sobre as origens do dinheiro de Isabel dos Santos - que ainda têm de ser provadas - os danos à reputação das empresas portuguesas podem ser significativos", acrescentando que "a vontade dela de alienar rapidamente é útil neste contexto (...) e significa que o dano à reputação pode ser diminuído e, espero, totalmente evitado".

A empresária angolana, filha do antigo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, está a ser alvo de investigações após as fugas do Luandas Leaks, e constituída arguida por suposta má gestão e apropriação de fundos enquanto era presidente da petrolífera estatal Sonangol.

Na semana passada, o Negócios noticiou que a polémica em torno do caso Luanda Leaks levou Isabel dos Santos a pôr à venda a sua participação no EuroBic. Uma operação que já conta com algumas propostas e que o banco liderado por Teixeira dos Santos deverá fechar nos próximos três meses.

O Eurobic, onde é a maior acionista com uma posição 42,5%, através da Santoro e da Finisantoro, afirmou de imediato que tinha "cortado" relações comerciais com entidades controladas pela filha do ex-presidente de Angola e, poucos dias depois, anunciou que Isabel dos Santos estava de saída do capital do banco, vendendo a sua posição com vista a "salvaguardar a confiança na instituição".

Também a Efacec, onde a multi-milionária angolana detém um posição de 67,2%, anunciou que Isabel dos Santos vai sair do capital da empresa de forma definitiva, tendo já vários candidatos à compra da sua participação. Mário Leite da Silva, presidente do conselho de administração, e Jorge Brito Pereira, presidente da assembleia-geral, também renunciaram aos cargos na empresa.

Na entrevista à Reuters, Siza Vieira anunciou que a "sociedade tornou-se mais intolerante com a corrupção, com a falta de transparência, a evasão fiscal", afirmando não estar a supor que tal tenha acontecido nestes casos particulares.

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