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Personalidades da esquerda à direita pedem reestruturação da dívida

Grupo de 70 notáveis subscreveu um manifesto apelando à reestruturação da dívida portuguesa.

Pedro Elias/Negócios
Negócios negocios@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 08:47
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Bagão Félix, Freitas do Amaral, Adriano Moreira, Manuela Ferreira Leite, Francisco Louça e Carvalho da Silva, são apenas alguns dos 70 nomes que assinaram o manifesto. A estes juntaram-se ainda empresários, patrões, académicos e constitucionalistas, para defender uma “reestruturação responsável da dívida”, avança esta terça-feira o jornal “Público”.

 

Com visões diferentes sobre a forma como Portugal deve lidar com a crise, mas com a opinião de que o actual valor da dívida pública é insustentável (rondava os 130% do PIB no final de 2013), estas personalidades juntaram-se num apelo comum por acreditarem que sem a reestruturação da dívida vai continuar a política da austeridade pela austeridade, impeditiva do crescimento e da criação de emprego.

 

Sem a reestruturação, antecipam, o Estado vai continuar “enredado e tolhido na vã tentativa de resolver os problemas do défice orçamental e da dívida pública pela via única da austeridade”, o que provocará, entre outras coisas, a degradação dos serviços do Estado, a queda da procura, uma maior precariedade laboral, a emigração dos jovens qualificados, dizem as personalidades no manifesto que será divulgado amanhã pelo “Público”.

 

Os subscritores do manifesto apelam assim a uma "reestruturação responsável”, no espaço institucional europeu, mesmo que a “contragosto” da Alemanha. A ideia é a dívida ser paga de forma mais suave e por isso sugerem uma “extensão das maturidades da dívida para 40 ou mais anos”. O grupo dos 70 propõe a reestruturação da dívida que exceda os 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma redução da taxa média de juros.

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