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China estabelece três exigências para fechar um acordo comercial com os EUA

A China revelou quais as suas condições para que as negociações comerciais com os EUA cheguem a bom porto. O vice-primeiro-ministro chinês traçou três questões que serão determinantes para um desfecho positivo na guerra comercial. Os EUA deram um mês para que o acordo esteja fechado.

EPA
Negócios jng@negocios.pt 11 de Maio de 2019 às 12:46
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As negociações comerciais entre a China e os EUA terminaram, coincidindo com o aumento de 10% para 25% das tarifas americanas sobre importações chinesas no valor de 200 mil milhões de dólares. Os responsáveis já deixaram claro que as negociações vão prosseguir, mas Pequim já traçou as linhas para que as conversações se possam desenrolar.

 

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He (na foto), afirmou que para que seja possível um acordo entre as duas maiores economias do mundo, os EUA terão de retirar todas as tarifas adicionais sobre as importações chinesas. E este é apenas uma das exigências.

 

Pequim quer que Washington determine objetivos de importações da China realistas face à procura e quer que o texto do acordo seja "equilibrado" para assegurar a "dignidade" das duas nações.

 

Estas são as três condições para que Pequim e Washington possam regressar à mesa das negociações, de acordo com o vice-primeiro-ministro, citado pela Bloomberg.

 

Dos EUA veio mais uma ameaça: ou há um acordo selado dentro de um mês ou serão impostas novas tarifas sobre todas as exportações que os EUA fazem da China. Esta mensagem foi passada ainda nos encontros que decorreram sexta-feira.

Liu He garantiu que "pelo interesse do povo chinês, do povo americano e da população mundial, vamos lidar com isto de forma racional." Mas, acrescentou, "a China não tem medo, nem o povo chinês."

 

O vice-primeiro-ministro sublinhou que a "China precisa de um acordo cooperante com igualdade e dignidade."

 

Apesar deste ambiente, a China rejeita que as negociações tenham sido quebradas e que vão prosseguir. Liu He disse que os dois países acordaram e manter as negociações apesar de "alguma resistência temporária e distrações". Estas conversações terão agora palco em Pequim.

 

Na sexta-feira, Donald Trump voltou à rede social Twitter onde afirmou que as conversações com  a China tinham sido construtivas. "A relação entre o presidente Xi e eu continuam muito fortes, e as conversações vão continuar."

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