Membros do conselho do BCE querem discutir subida de 75 pontos base em setembro

Alguns membros do conselho do BCE querem que seja discutida uma subida de 75 pontos base nas taxas de juro diretoras, na próxima reunião de política monetária em setembro.
BCE, Banco Central Europeu
Kai Pfaffenbach/Reuters
Fábio Carvalho da Silva 26 de Agosto de 2022 às 17:03

Alguns membros do conselho do Banco Central Europeu (BCE) querem que seja discutida uma subida de 75 pontos base nas taxas de juro diretoras, na próxima reunião de política monetária em setembro, de acordo com cinco fontes com conhecimento direto do processo, citadas pela Reuters.

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A aceleração da inflação e o precedente criado pela Reserva Federal norte-americana são os dois argumentos que têm sustentado esta posição. Até agora nenhum membro do conselho defendeu, publicamente, uma subida desta dimensão.

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"Não há razão para que não seja discutido um aumento de 75 pontos base", comentou uma fonte. "Se a Fed o fez, não há razão para não colocarmos esta hipótese em cima da mesa", acrescentou.

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Outra fonte salientou que "as perspetivas são muito piores [agora] do que as que projetámos em junho, então concordo que deve, pelo menos, ser discutido um aumento de 75 pontos base."

Uma terceira fonte foi ainda mais concreta e assegurou que, para si, "um aumento de 50 pontos base é o mínimo". "Devem ser divulgados mais dados antes do dia 8 de setembro, mas vejo uma forte possibilidade de um aumento de 75 pontos base", acrescentou.

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Confrontada com um risco de recessão e a crise energética que assola a Zona Euro, uma quarta fonte frisou que mesmo que não se subam as taxas de juro, a energia não só não vai ficar mais barata, como "poderia ficar mais cara, já que provavelmente o euro iria enfraquecer e a energia é denominada em dólares".

 

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Na semana passada, um dos membros da comissão executiva do BCE, Isabel Schnabel, colocou em cima da mesa, em entrevista à Reuters, um novo aumento de 50 pontos base das taxas de juro na reunião do próximo dia 8 de setembro.

"Em julho decidimos aumentar as taxas de juro em 50 pontos base porque estávamos preocupados com a inflação", começou por explicar Schnabel, "mas as preocupações que tínhamos em julho não foram aliviadas... não considero que as perspetivas tenham mudado fundamentalmente".

 

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No último encontro, o conselho liderado por Christine Lagarde subiu pela primeira vez em dez anos as três taxas de juro diretoras em 50 pontos base, acima dos 25 pontos base inicialmente apontados pela autoridade monetária.

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