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Banco de Inglaterra volta a subir taxa de juro em 50 pontos base. Inflação revista em baixa

O Banco de Inglaterra (BoE) subiu a taxas de juro de referência em 50 pontos base.

Andrew Bailey é o líder do Bank of England bloomberg
Fábio Carvalho da Silva fabiosilva@negocios.pt 22 de Setembro de 2022 às 12:04
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O Banco de Inglaterra (BoE) subiu a taxas de juro  de referência em 50 pontos base – em linha com as expectativas do mercado e dos economistas – fixando-a em 2,25%, segundo o comunicado publicado esta quinta-feira na página do banco central. 

No encontro de política monetária desta quinta-feira, cinco (de 12) membros do banco central apoiaram a subida do "benchmark" para 2,25%, enquanto três membros consideraram que seria mesmo necessário que o aumento fosse de 75 pontos base. Apenas um elemento do Comité apontou para a necessidade de uma subida de apenas 25 pontos base.

"O Comité tomará as medidas necessárias para devolver a inflação à meta de 2% de forma sustentável a médio prazo, em consonância com a sua competência", defende o banco central. A instituição liderada por Andrew Bailey salvaguarda ainda que não há um caminho previsto para a política monetária.

 

"A política monetária não tem um caminho predefinido. O Comité, como sempre, irá considerar e decidir o nível adequado para a taxa de juro a cada reunião". Assim, se "as perspetivas sugerirem que a pressão inflacionista persiste, inclusive com uma procura mais forte", o banco central promete "responder com fortemente, se necessário".

 

Além da subida da taxa de juro diretora, e conforme previsto na última reunião de política monetária em agosto, a autoridade monetária decidiu, por unanimidade, reduzir as compras de dívida pública financiada pela emissão de reservas do banco central nos próximos 12 meses, num total de 80 mil milhões de libras.

Além de subir os juros de referência e reduzir a compra de ativos, o BoE também reviu as projeções para o pico da inflação, que espera que "seja menos de 11% em outubro", depois de em agosto ter projetado que o pico significasse que a taxa de inflação anual tocasse nos 13% no início do terceiro trimestre.

Ainda assim, a autoridade monetária apela à cautela: "os preços da energia ainda devem subir", pelo que o banco central estima que "a inflação permaneça acima de 10% nos próximos meses, antes de começar a recuar". A inflação caiu  ligeiramente de 10,1% em julho para 9,9% em agosto.

 

A instituição aponta ainda para o PIB caia 0,1% no terceiro  trimestre, abaixo da projeção de agosto, em que se esperava um crescimento de 0,4%. Caso tal se confirme será a segunda queda trimestral consecutiva do PIB.

O BoE acrescenta que além do cenário macroeconómico e contexto geopolítico, estes números são também justificados pelo feriado bancário em setembro, devido ao funeral de Estado da rainha Isabel II, depois de o feriado que foi decretado no segundo trimestre, por ocasião do juibileu de platina da monarca.


Notícia atualizada às 12:36
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