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BCE usa bazuca com potência de 750 mil milhões

O BCE garantiu que estava preparado para voltar a intervir. E assim foi. Anunciou esta noite um programa de compra de ativos, no valor de 750 mil milhões de euros, destinado a estimular as economias bastante castigadas pela covid-19.

EPA
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Março de 2020 às 23:02
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O Banco Central Europeu usou a bazuca e anunciou esta noite um programa de compra de ativos do setor público e privado, no valor de 750 mil milhões de euros, destinado a estimular as economias bastante castigadas pela covid-19.

 

Em comunicado, o BCE diz que as compras decorrem até ao final de 2020 e incluirão todas as classes de ativos elegíveis no âmbito do atual programa de compra de ativos. 

A dívida soberana da Grécia será considerada neste programa de compra, bem como papel comercial de empresas não financeiras – desde que com qualidade de crédito suficiente para serem elegíveis.

A autoridade liderada por Christine Lagarde avançou assim com este plano de flexibilização quantitativa (QE - quantitative easing), a que denominou de Pandemic Emergency Purchase Programme (PEPP), para combater os efeitos económicos da pandemia que teve início na China e rapidamente se estendeu ao resto do mundo.

"O Conselho de Governadores do BCE terminará as compras líquidas de ativos, ao abrigo do PEPP, assim que considerar que a fase de crise do coronavírus Covid-19 terminou, mas, em todo o caso, nunca antes do final do ano", diz o comunicado.

 

A decisão tomada pelo BCE acontece após uma reunião de emergência, esta quarta-feira, destinada a avaliar os efeitos da covid-19 e potenciais medidas a avançar. Christine Lagarde afirmou, num tweet, que "não há limites para o compromisso" do BCE em relação aos países do euro.

Na semana passada, o BCE tinha já reforçado o programa de compra de ativos para 120 mil milhões, mas agora intensificou esse esforço, à semelhança de vários outros grandes bancos centrais em todo o mundo.

 

Isto numa altura em que a hipótese de uma recessão a nível global está a ganhar força à medida que a propagação do novo coronavírus continua a um ritmo acelerado na Europa e nos Estados Unidos.



atualizada às 00:32 de 19 de março

 

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