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Lagarde admite que taxas de juro podem subir em julho

A presidente do BCE admitiu que as taxas de juro diretoras da zona euro podem subir algumas semanas depois do fim do programa de compra de ativos, que o que tudo indica, termina no início do terceiro trimestre.

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, frisou que estará atenta aos dados e que as decisões mantêm flexibilidade na política.
Ronald Wittek/Pool via EPA
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A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, juntou-se ao coro de membros da instituição que apontam para uma subida das taxas de juro já em julho, durante um discurso no Banco da Eslovénia.

 

"Primeiro, vamos terminar o programa de compra de ativos. A julgar pelos dados que temos recebido, a minha expectativa é que o programa seja concluído no início do terceiro trimestre", começou por explicar Lagarde, segundo a intervenção publicada no site do BCE.

 

Já a primeira subida das taxas de juro "pode ocorrer algum tempo depois do fim do programa de compra de ativos", avançou a presidente do BCE, sublinhando que "ainda não definimos precisamente a noção de "algum tempo", mas tenho sido muito clara que isso pode significar um período de apenas algumas semanas".

 

"Após o primeiro aumento das taxas de juro, o processo de normalização [da política monetária] será gradual.

No final de abril, numa entrevista concedida à cadeia de televisão norte-americana CNBC, a antiga ministra das Finanças de França já tinha admitido a possibilidade de subir as taxas de juro diretoras já este ano, perante o galopar da inflação.

 

"Nós olhamos para os números da inflação. (...) Se a situação perdurar, como se pensa atualmente, há fortes probabilidades de as taxas subirem até ao fim do ano", disse Lagarde.

 

No que toca ao programa programa regular de aquisições (APP), a presidente do BCE também já tinha revelado, durante uma conferência de imprensa após a última reunião do BCE em abril, que era "muito provável" que as compras líquidas de dívida pública terminassem no terceiro trimestre do ano.

Atualmente, as compras estão a ser conduzidas a um ritmo mensal de 40 mil milhões de euros, passando depois para 30 mil milhões em maio e 20 mil milhões em junho.

 

Após o fim do Programa de Emergência Pandémica (PEPP, na sigla em inglês) em março - está agora em período de reinvestimentos que poderá durar até 2024 -, continua a decorrer o APP. Também no caso deste programa, às compras líquidas irá seguir-se o reinvestimento dos montantes dos títulos que atinjam as maturidades. Só depois disso poderá ser considerada uma redução do balanço.


Falcões conquistam pombas

Nos últimos tempos são muitos os membros do BCE que defendem uma subida das taxas de juro já este ano, havendo mesmo governadores, como é o caso do finlandês 

Olli Rehn, que deixem de apoiar a ala que está contra uma política monetária restritiva, para fazer parte do grupo dos falcões.

Para além de Oli Rehn, que defendeu a possibilidade de uma subida das taxas de juro em 25 pontos base já este ano, também o membro do conselho executivo do banco central da zona euro, Isabel Schnabel, manifestou recentemente esta posição.

Notícia em atualizada às 10:26

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