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Siza Vieira: Portugal vai deixar de ser olhado "ao lado dos mal comportados" na dívida

O ex-ministro da Economia não vê que "haja o risco da chamada fragmentação da zona monetária", mas frisa que o país não deve perder a oportunidade de reduzir o endividamento.

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Negócios jng@negocios.pt 13 de Julho de 2022 às 17:54
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Saiu há cerca de quatro meses do Governo, mas mantém um olhar atento sobre a economia, as empresas e a Europa. Pedro Siza Vieira, ex-ministro Adjunto, numa primeira fase, e da Economia acredita que Portugal está a fazer um caminho de redução da dívida pública que o colocará, em dois anos, fora do grupo dos alunos mal comportados da moeda única.

"O problema da nossa dívida pública é um problema que não vai ser um 'outlier'", afirma o antigo governante, adiantando que 
"vamos reduzir a nossa dívida pública" e "vamos chegar a 2024"  com o nível da nossa dívida pública em percentagem do PIB que "vai estar abaixo não apenas da Itália e da Grécia, mas também da Espanha, da França e da Bélgica". 

"Ou seja,não vai ser possível olhar para Portugal juntamente com os mal comportados", frisa Siza Vieira. Para o ex-ministro, "isto vai passar a ser um problema de uma outra dimensão" em que "Portugal até fez um percurso mais impressionante".

Pedro Siza Vieira é o convidado desta semana do podcast Conversas Visíveis, numa conversa conduzida pelos colunistas da Mão Visível Jorge Marrão e António Nogueira Leite.

O também advogado frisa neste episódio, que estará disponível no site do Negócios e nas plataformas Apple Podcasts e Spotify a partir desta quinta-feira, que não acredita numa desagregação da Zona Euro.

Além disso, o ex-ministro destaca que também que "o agravamento do custo da nossa dívida pública isso tem vários problemas que as pessoa sentem na pele", pelo que "é muito importante, nesta altura que a economia está a crescer, assegurar uma redução decidida da dívida". "E isso só depende de nós", frisa.



Este episódio das Conversas Visíveis olhou também para os efeitos da inflação na economia e para o papel dos bancos centrais na resposta aos riscos que recaem sobre a economia mundial.

O que são as Conversas Visíveis?

As Conversas Visíveis são um novo projeto que é complementar da Mão Visível, o espaço de opinião que junta Álvaro Nascimento, António Nogueira Leite, Joaquim Aguiar, Jorge Marrão e Paulo Carmona. A cada quinze dias, dois destes colunistas vão conduzir um entrevistado pelos "mistérios da estrada da democracia em Portugal".

 

As Conversas Visíveis procuram identificar o que está na sombra da política, o que se esconde nos discursos e nas decisões, mas que acabará sempre por se revelar na realidade efetiva das coisas. O compromisso assumido pela equipa da Mão Visível é o de que irá falar sobre as sombras e os mistérios da democracia portuguesa, onde se escondem os fatores que geram endividamento sem estimularem crescimento, onde se agravam as desigualdades sociais e onde persiste o crescimento da despesa pública e da expansão de funções do Estado.




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