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Manuel Pizarro já é ministro. “Falta de meios é uma questão eterna”

O novo ministro da Saúde tomou posse este sábado à tarde numa cerimónia breve, no Palácio de Belém, em que esteve também presente a até agora titular da pasta, Marta Temido. Escolha de Costa tem suscitado críticas da oposição à esquerda e à direita.

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Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 10 de Setembro de 2022 às 19:09
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"Abraço este desafio muito exigente com muita determinação, com muita vontade de trabalhar em prol da saúde dos portugueses e da defesa do SNS", declarou este sábado o novo ministro da Saúde, numa curta declaração à saída da cerimónia em Belém, na qual tomou posse. Questionado pelos jornalistas sobre se vai precisar de mais meios, Manuel Pizarro respondeu que "essa é uma questão eterna" e que "serão sempre necessários mais meios, mas também usar da melhor forma possível os meios que temos". E mais não disse, esquivando-se a mais perguntas e explicando que para "questões de substância" só mais tarde haveria respostas. Para já, "não estou em condições", disse. 


Pizarro esteve acompanhado da mulher e a cerimónia contou também com a presença do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, do primeiro-ministro, António Costa, e ainda da Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, além de Marta Temido, que esteve até agora na liderança do ministério. No final, na tradicional fase de cumprimentos, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu um abraço prolongado a Marta Temido, que deixa hoje oficialmente o cargo, e que recebeu também um cumprimento de António Costa.


O novo ministro "tem todas as condições para dar continuidade ao nosso programa de Governo e prosseguir as reformas em curso e a estratégia de reforço do SNS", afirmou Costa no final da cerimónia em declarações aos jornalistas. "É um político muito experiente", para além "da sua própria experiência como médico", salientou.


E contará com mais investimento? "Desde que eu eu sou PM, o orçamento do SNS já subiu mais de 40%, o número de profissionais de saúde já aumentou mais de 20%, precisamos de continuar a reforçar, haverá mais um reforço para o  próximo ano, mas acima de tudo temos de investir muito na organização e na gestão", declarou António Costa. 


Ao novo ministro caberá a escolha do novo diretor executivo do SNS, sendo que o diploma aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministro ainda não foi promulgado, lembrou o primeiro-ministro. 


Médico, especialista em medicina interna, conhece o SNS por dentro e já foi secretário de Estado da Saúde em 2008, era então ministra Ana Jorge, mas tem recebido críticas à esquerda e à direita. Luís Montenegro, do PSD, lamentou que a escolha tenha recaído em alguém "do aparelho socialista". Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, comentou o que considera "decisões erradas" e diz que "é preciso mudar de politicas e mais investimento" e que não será a nomeação de Manuel Pizarro que vai resolver isso.


Às críticas, Costa respondeu apenas que "as oposições têm sempre de encontrar alguma coisa para dizer e raras vezes são muito imaginativas". "Ficariamos todos mais surpreendidos se tivesse nomeado um adversário do PS, isso é que me pareceria bastante estranho", rematou. 


A Marta Temido, o primeiro-ministro deixou um agradecimento por "toda a dedicação e empenho e o serviço prestado ao país", principalmente na época de pandemia da covid-19.

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