Nos últimos tempos consolidou-se a ideia de que a administração da EDP estava sob pressão por causa da queda das ações e da incerteza provocada por Donald Trump. Esse quadro desvaneceu-se ontem na assembleia geral, no decurso da qual 99,8% dos acionistas aprovaram um voto de louvor e confiança à comissão executiva liderada por Miguel Stilwell. Ou seja, o CEO da EDP saiu reforçado.
"Não abdicamos das contas certas" disse o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na apresentação do programa Reforçar. O mesmo que em 2022, na oposição, criticava o facto de António Costa usar as contas certas como "coroa de glória". Sem esquecer o que Cavaco Silva disse sobre esta matéria em 2023: o conceito de contas certas "não existe", é "uma armadilha do poder socialista para iludir os portugueses". Afinal, em que ficamos?
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