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Douro testa robô "escorpião" para pulverizar vinhas

Com a maior área de vinha de montanha do mundo, a região portuguesa vai estrear em 2023 a solução tecnológica que está na base do projeto europeu “Scorpion” e que promete trazer benefícios económicos e ambientais.

Paulo Duarte
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 22 de Março de 2021 às 12:21
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Um robô autónomo para pulverizar vinhas de montanha, sem desperdício de químicos e com vantagens ambientais e económicas, vai ser testado na região do Douro em 2023, no âmbito de um projeto liderado por um instituto de engenharia da Universidade do Porto (INESC TEC), que desenvolveu a "app" StayAway Covid e foi uma das entidades portuguesas com mais pedidos de patentes europeias em 2020.
  

A região portuguesa, que detém a maior área de vinha de montanha do mundo, será um dos locais de estreia dos protótipos que integram a iniciativa europeia "Scorpion – Cost effective robots for smart precision spraying", em que participam também o Instituto Pedro Nunes (Universidade de Coimbra) e a Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), além de parceiros espanhóis, italianos e holandeses.

 

Incluindo soluções de navegação, localização e segurança que permitem ao robô pulverizador enfrentar sozinho a inclinação e os obstáculos dos terrenos de montanha, esta nova tecnologia robótica promete reduzir o uso de fitofármacos e aumentar os níveis de mecanização e automação em vinhas de montanha e outras plantas e árvores, acenando com benefícios económicos e também ambientais por via da menor poluição química.

 

O coordenador do projeto, Filipe Neves dos Santos, indica que as soluções atuais para pulverizar vinhas "baseiam-se em pulverizadores?acoplados a tratores" e têm algumas limitações, nomeadamente ao nível da precisão. Citado numa nota de imprensa, o investigador explica que, além de circular em vinhas com declives acentuados, este robô vai calcular a quantidade de fitofármacos a aplicar (através de sensores que medem a densidade da plantação) e utilizar radiação ultravioleta (UV) para reduzir o uso de químicos nos tratamentos.

 

Este projeto, financiado pelo programa europeu Horizonte 2020 em 2,5 milhões de euros, é apenas a mais recente proposta para introduzir mais tecnologia no Douro, que tem sido palco de outras experiências. Em outubro arrancou o projeto "IVDP Data+", resultado de uma parceria com a NOVA IMS, com orçamento de 300 mil euros e execução até dezembro de 2021, para colocar "a ciência dos dados ao serviço da viticultura" na mais antiga região demarcada do mundo.
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