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BPI fecha 2014 com um prejuízo de 161,6 milhões

O Banco BPI terminou o ano passado com um prejuízo de 161,6 milhões de euros, um valor que é pior do que o antecipado pelos analistas.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 29 de Janeiro de 2015 às 17:15
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O BPI registou um prejuízo de 161,6 milhões de euros em 2014, o que compara com o lucro de 66,8 milhões de euros no ano anterior, de acordo com o comunicado emitido esta quinta-feira, 29 de Janeiro, pelo banco para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. 

 

Os números apresentados pelo banco referentes a 2014 revelam assim que, no último trimestre o banco registou prejuízos de quase 50 milhões de euros, já que, nos primeiros nove meses do ano, os prejuízos foram de 114,3 milhões de euros. 

 

Os analistas consultados pela Reuters estimavam que o banco liderado por Fernando Ulrich tivesse registado um lucro de 22,5 milhões de euros nos últimos três meses do ano, regressando assim aos resultados líquidos positivos. Para o acumulado do ano, o CaixaBI estimava que o BPI tivesse registado um prejuízo de 83,1 milhões de euros.

 

O banco explica que o resultado líquido negativo de quase 162 milhões de euros resultou de "resultados não recorrentes na actividade doméstica com um impacto negativo de 264,3 milhões de euros". Sem esses resultados, "o lucro líquido consolidado ascenderia a 102,6 milhões de euros".

 

O banco liderado por Fernando Ulrich assinala ainda que a actividade doméstica contribuiu em 287,7 milhões de euros para o resultado líquido negativo "e incorpora 264,3 milhões de euros" que são relativos "ao impacto após impostos" dos custos e perdas não recorrentes. Nomeadamente menos-valias de 137,5 milhões de euros (105.9 milhões de euros após impostos) realizadas sobretudo no primeiro trimestre de 2014, através da venda de dívida pública de médio e longo prazo de Portugal e Itália; custos de 26,7 milhões de euros com juros das obrigações subordinadas de conversão contingente (CoCo) no primeiro semestre; custos de 32,5 milhões de euros com reformas antecipadas – dos quais 6,3 milhões de euros foram contabilizados no quarto trimestre; anulação de 50,9 milhões de euros de impostos diferidos relativos a prejuízos de 2011; anulação no quarto trimestre de 23,3 milhões de euros em impostos diferidos por alteração de IRC e, por fim, custos não recorrentes diversos de 40,5 milhões de euros.

 

Por outro lado, a actividade internacional registou lucros de 126,1 milhões de euros, contribuindo assim de forma positiva para os resultados consolidados.

 

A margem financeira do banco até Dezembro foi de 514,5 milhões de euros. E o produto bancário foi de 857,7 milhões de euros. "O produto bancário consolidado diminuiu 18,2% (-190,4 milhões de euros) em relação a 2013, o que se explica essencialmente pela diminuição dos lucros em operações financeiras (LOF) em 236,6 milhões de euros de 261,5 milhões de euros em 2013 para 24,9 milhões de euros em 2014. Os LOF incluem, em 2014, menos-valias de 137,5 milhões de euros (antes de impostos) realizadas principalmente no primeiro trimestre com a venda de dívida pública portuguesa e italiana de médio e longo prazo".

 

Os resultados operacionais foram de 186,2 milhões de euros, menos 53% que no ano anterior.

 

À CMVM, o BPI declara ainda que, no último dia de Dezembro do ano passado, o rácio de transformação de depósitos em crédito era de 84%, sendo que, na actividade doméstica este rácio ascendia a 106% naquela altura. "Em 31 de Dezembro de 2014 o rácio de crédito a clientes vencido há mais de 90 dias ascendia a 3,8% nas contas consolidadas. O rácio de crédito em risco ascendia a 5,4% nas contas consolidadas. As imparidades acumuladas no balanço cobriam 107% do crédito vencido há mais de 90 dias e 82% do crédito em risco".

 

(Notícia corrigida às 7h29 de dia 30 de Janeiro, alterando o valor dos prejuízos que foram de 161,6 milhões e não de 161,1 milhões)

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