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Centeno: “O Banif ia em rota de liquidação”

O Ministro das Finanças disse, no Parlamento, que o Governo resolveu em três semanas o que anterior Governo não resolveu em três anos.

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Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 22 de Dezembro de 2015 às 18:58
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Nos últimos meses o Banif "ia numa rota de liquidação", o que implicaria o despedimento de 1.600 trabalhadores, ameaçaria a estabilidade financeira e teria efeitos negativos para as economias das regiões autónomas. Foi para evitar este desfecho e garantir também os depósitos acima dos 100 mil euros, que, no fim-de-semana, se decidiu pela resolução da instituição com venda de parte do seu negócio ao Santander.
 

"O Banif ia numa rota de liquidação" com prejuízos "para o emprego dos trabalhadores e para a economia regional dos Açores e da Madeira", afirmou Mário Centeno, ministro das Finanças, numa sessão de debate no Parlamento sobre a proposta de Orçamento Rectificativo, acrescentando que "este Governo teve de solucionar em três semanas o que o XIX Governo Constitucional não fez em três anos".

 

Pelo lado do PSD falou Leitão Amaro, que iniciou a sua intervenção dizendo que "todas as bancadas" são favoráveis a uma comissão de inquérito à resolução do Banif. Seguiu para argumentar que o Governo anterior não tinha grande margem de actuação. É que "a resolução só pode ser aplicada quando o banco é considerado insolvente" pelo Banco de Portugal, o que não tinha acontecido até esta semana, e que a Comissão Europeia sempre dificultou a operação, pois impunha que a venda do Banif ocorresse com lucros – sob pena de violar as regras de ajudas de Estado. Ou seja, o governo estava de mãos atadas.

 

Centeno respondeu que as posições das entidades europeias são as mesmas desde que em 2013 o executivo PSD/CDS optou pela injecção de 1.100 milhões de euros no capital do Banif, e que o protelar de uma decisão só prejudicou a capacidade negocial do Estado. As consequências deste atraso foram agravadas pelo aproximar da mudança regulatória que ocorre a 1 de Janeiro de 2016, a qual abre a porta à imposição de perdas a depósitos acima de 100 mil euros. 

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