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NB quis "apressar" reconhecimento de perdas com mudança de regime contabilístico, diz FdR

Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, está a ser ouvido pelos deputados no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco.

Manuel de Almeida / Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 18 de Maio de 2021 às 12:52
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Luís Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, considera que o Novo Bancos quis avançar com a mudança de regime contabilístico, que está na base de uma das divergências entre as duas entidades, apenas para "apressar" o reconhecimento das perdas enquanto ainda existia o mecanismo de capitalização contingente. 

Na base deste diferendo está a decisão do Novo Banco de passar do regime transitório da IFRS 9 para a adoção integral das novas regras internacionais de contabilidade.

"A certa altura fomos confrontados com a intenção do Novo Banco em não aderir a esse período transitório. Não requerendo, ficava o impacto imediatamente feito nas contas. E era muito dinheiro", disse Máximo dos Santos no Parlamento, esta terça-feira, no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco. "Nós dissemos: isso não", acrescentou. 

"Eu não consigo encontrar uma outra explicação, num banco que está carente de capital... Só encontro uma explicação que é apressar esse reconhecimento para ele ainda cair no CCA [mecanismo de capitalização contingente]", afirmou o presidente do fundo que detém 25% do capital do Novo Banco. 

Este caso está agora a ser resolvido num tribunal arbitral, cuja decisão deverá chegar no verão, estima Máximo dos Santos. "Se nada tivesse feito, lá estaria a chamada aumentada em muitos milhões de euros", rematou. 


Além de Luís Máximo dos Santos, os deputados vão ouvir esta tarde Mário Centeno, atual governador do Banco de Portugal e ex-ministro das Finanças. Amanhã será a vez de António Ramalho, CEO do Novo Banco, ir à Assembleia da República. 

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