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JM vai investir até 750 milhões este ano e superar os 3 mil supermercados na Polónia

A Jerónimo Martins prevê investir entre 700 e 750 milhões de euros este ano e estima terminar 2019 com mais de três mil lojas da Biedronka, a sua insígnia de retalho na Polónia.

A dona do Pingo Doce é a quarta cotada do PSI-20 que mais valoriza em 2018, depois de em 2017 já ter registado um desempenho acima da média. Uma prestação que levou a cotação das acções a superar o preço-alvo médio que os analistas atribuem à Jerónimo Martins (16,42 euros). O potencial de queda é assim de 3%, sendo que a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos é das que melhor desempenho apresenta neste período de turbulência nas bolsas.
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2019 às 18:36
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A Jerónimo Martins prevê investir entre 700 e 750 milhões de euros este ano e estima terminar 2019 com mais de três mil lojas da Biedronka, a sua insígnia de retalho na Polónia e principal área de negócio do grupo.

De acordo com o comunicado enviado esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Pedro Soares dos Santos aponta três áreas para o investimento a realizar: a expansão da Biedronka, Hebe, Pingo Doce e Ara; o "upgrade" contínuo das lojas existentes e a melhoria da infraestrutura operacional e logística nos três mercados onde opera.

No comunicado, o grupo refere que, para além do crescimento orgânico, estará atento a oportunidades de crescimento por via de aquisições.

A empresa revelou esta quarta-feira ter obtido 401 milhões de euros de lucro no ano passado, uma subida de 4,1%.

 

Mais 110 lojas da Biedronka


Em relação à Biedronka, que representou 67,4% das vendas no ano passado, a Jerónimo Martins indica pretender abrir "cerca de 50 lojas de menor dimensão" e aumentar em cerca de 60 o número de supermercados da insígnia.

Isto significa que o grupo deverá encerrar 2019 com mais de três mil lojas da Biedronka, isto depois de ter aumentado o parque de lojas em 77 em 2018, para os 2.900 estabelecimentos.

Hebe atinge "breakeven" no EBITDA

Ainda na Polónia, a Hebe, cadeia de saúde e beleza, irá expandir a sua rede de lojas, estando prevista a abertura de aproximadamente 50 estabelecimentos, e melhorar a sua rentabilidade, diz o grupo.

"Paralelamente, a insígnia irá avançar para o reforço da conveniência através de uma abordagem omnicanal ao mercado polaco da saúde e beleza", indica a Jerónimo Martins.

"Ao nível do EBITDA, a Hebe deverá atingir o breakeven" em 2019, sublinha a empresa.

Ganhar quota de mercado em Portugal


A Jerónimo Martins espera ganhar quota de mercado com as insígnias Pingo Doce e Recheio.

No que respeita ao Pingo Doce, a empresa estima a manutenção do ritmo de expansão das lojas (em 2018 foram abertas 10 novas lojas) e o investimento nas remodelações do atual parque de estabelecimentos.


Reduzir perdas na Colômbia


Na Colômbia, o "ambiente de consumo deverá ser positivo, apesar de alguma volatilidade de curto prazo na confiança do consumidor", assinala a Jerónimo Martins.

A rede de supermercados Ara vai continuar a aposta na expansão da rede de lojas (143 novas aberturas em 2018) e deverá inaugurar dois centros de distribuição no final deste ano.

Em simultâneo, a insígnia irá continuar "a trabalhar nas vendas e nas variáveis-chave de rentabilidade para reduzir as perdas geradas ao nível do EBITDA".

A Ara "deverá registar uma redução de 20 a 25% das perdas geradas, em relação a 2018, a taxa de câmbio constante", estima o grupo.

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