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Covid tira 3,7 mil milhões de receitas ao futebol europeu. São 82 Ronaldos

Todas as ligas europeias sofreram um revés com a pandemia de covid-19, levando as receitas a caírem pela primeira vez desde a crise de 2008/09. Nas chamadas "big five", a queda foi ainda mais pronunciada.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 29 de Julho de 2021 às 12:51
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O mercado de futebol na Europa perdeu gás pela primeira vez desde a grande crise financeira, numa temporada, com as receitas de todas as divisões do "velho continente" a caírem 3,7 mil milhões de euros devido ao impacto que a covid-19 teve, obrigando à suspensão de jogos, ao adiamento de competições e à disputa de jogos à porta fechada. Equivale a 82 vezes o atual valor de mercado de Cristiano Ronaldo, medido pelo Transfermarket.

No total, as receitas caíram 13%, para os 25,3 mil milhões de euros, de acordo com um relatório da Deloitte, divulgado esta quinta-feira, 29 de julho. O maior impacto foi sentido nas chamadas "big five", as cinco maiores ligas europeias, que registaram uma queda de 11% nas receitas.


A liga alemã foi a que sentiu um impacto menor, uma vez que foi a que reativou o campeonato mais cedo, depois da suspensão em março do ano passado. A Bundesliga viu uma queda de 4% nas receitas para os 3,4 mil milhões de euros durante a temporada. Já a liga italiana, que foi a primeira a suspender o campeonato (a 9 de março), registou uma perda de 18% para os 2,1 mil milhões de euros.

Na liga espanhola, as receitas tombaram 8%, para os 3,1 mil milhões de euros; enquanto que na liga francesa, a que gera menos receita entre este grupo, a queda foi de 16%, para os 1,6 mil milhões de euros.

Na Premier League, a liga que gera mais receitas em todo o mundo, este indicador caiu 13%, para os 5,2 mil milhões de euros. Feitas as contas, as receitas médias de todos os clubes em competição caíram 38,8 milhões de euros, para um valor médio de 264 milhões de euros. Esta foi a primeira queda nas receitas totais registada na história da Premier League.


A temporada mais recente, que terminou em maio, foi disputada com poucos ou nenhuns adeptos nos estádios, que normalmente recebem uma média de público de cerca de 40 mil pessoas. Foi um grande golpe para os principais clubes de Inglaterra, que obtinham cerca de 13% das vendas antes da pandemia de adeptos que compravam bilhetes. A receita das emissoras que pagam para transmitir as partidas ajudarão na recuperação, prevê agora a Deloitte.

Por cá, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou a presença de público no jogo da Supertaça Cândido de Oliveira, a disputar este sábado, 31 de julho, entre o Sporting CP e o SC Braga. Ainda assim, vai estar limitada a 33% da lotação do Estádio Municipal de Aveiro, que tem capacidade para cerca de 30 mil espectadores.
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