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Inapa passa de prejuízos para 16 milhões de lucro no primeiro semestre

A empresa de distribuição de papel faturou 614 milhões de euros até junho, mais 38% face ao mesmo período do ano passado. O CEO da Inapa diz ao Negócios que este resultado é fruto, sobretudo, de opções do passado.

Diogo Rezende é o CEO da INAPA desde 2015.
A Inapa obteve no primeiro semestre do ano um resultado líquido positivo de 16 milhões de euros, um aumento substancial face aos prejuízos de 3 milhões do mesmo período do ano passado.

O relatório e contas da empresa, divulgado na CMVM, mostra que o resultado operacional bruto (EBITDA) atingiu os 42,5 milhões de euros, mais 33,1 milhões do que há um ano, e a diferença entre receitas e custos de produção (margem bruta) subiu 55,6% para 127,5 milhões.

Já a faturação da empresa chegou aos 614 milhões de euros de janeiro a junho, uma subida de 37,7% face aos 445,7 milhões do período homólogo.

"As vendas de papel cresceram cerca de 42%, enquanto as vendas relacionadas com os negócios complementares de embalagem, comunicação visual e consumíveis de escritório registaram, nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 10%", pode ler-se no comunicado da empresa.

Em declarações ao Negócios, o CEO da empresa, Diogo Rezende, explica que este resultado é fruto de "opções estratégicas do passado". A Inapa adquiriu uma empresa francesa de distribuição de papel em 2017, vendeu outra na Suíça em 2018 e adquiriu uma alemã em 2019. Como resultado, a Inapa "reforçou a posição de liderança" nos mercados em que se encontra, em particular na Europa: Alemanha, França, Espanha, Bélgica (papel de escritório), e Portugal. Os resultados beneficiam ainda do aumento dos preços da matéria-prima.

Já a dívida líquida continua a trajetória de redução, passando de 325,4 milhões de euros para 226,4 milhões, uma queda de 30,4% no espaço de um ano. E o rácio de dívida líquida sobre o EBITDA corrente passou de 11,9% em 2019 para 3,5%. "A tendência é para continuar", garante o gestor. 

Em relação aos custos com energia, o gestor indica que foram sentidos em particular nos combustíveis, embora mitigados com "melhoria no planeamento de rotas". Quanto aos edifícios em Portugal, "fruto do investimento feito antes da guerra" na Ucrânia, "48% da energia consumida" pela Inapa decorre de produção própria fotovoltaica, o que torna mais barata a fatura energética.

Notícia atualizada às 20h20 com declarações do CEO da Inapa
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