Telecomunicações Reino Unido contraria EUA e vê risco da Huawei no 5G como gerível

Reino Unido contraria EUA e vê risco da Huawei no 5G como gerível

Acumulam-se no Reino Unido as opiniões de que não será necessário excluir a colaboração da chinesa Huawei no 5G de forma a prevenir riscos de cibersegurança no país.
Reino Unido contraria EUA e vê risco da Huawei no 5G como gerível
Bloomberg
Negócios 18 de fevereiro de 2019 às 10:43

O centro de segurança cibernética britânico conclui que existem formas de contornar os riscos associados ao desenvolvimento da rede de telecomunicações de quinta geração (5G) pela chinesa Huawei, avança o Financial Times.

A determinação desta entidade surge em contramão com o apelo do governo norte-americano para que os aliados rejeitassem a colaboração da Huawei na implementação de 5G, alegando riscos de segurança e possível espionagem.

A agravar a clivagem entre ambas as nações anglo-saxónicas, está o facto de estarem unidas pela rede partilhada Five Eyes, a qual dá acesso a dados sensíveis para a economia norte-americana.

Uma das fontes ligadas ao processo que avançou esta informação ao Financial Times sublinha ainda que os argumentos apresentados pelo Reino Unido para sustentar esta decisão podem vir a ser adotados por outros países.

O centro de segurança cibernética não é a primeira entidade no Reino Unido a manifestar-se em defesa da gigante de telecomunicações chinesa. Um antigo líder do gabinete britânico para as comunicações, Robert Hannigan, afirmou recentemente ao Financial Times que "nunca foram encontradas provas de atividade cibernética maliciosa por parte da China" e considerou mesmo que as acusações de que a colaboração Huawei representa uma "risco inaceitável" são "sem sentido".

Fora das terras de Sua Majestade, os alertas vêm sobretudo dos Estados Unidos mas também da parte da Comissão Europeia. O comissário europeu responsável pela pasta da tecnologia, Andrus Ansip, declarou no passado mês de dezembro que o bloco devia preocupar-se com "a Huawei e outras empresas chinesas". Nos Estados Unidos, no que toca aos equipamentos da empresa, a Casa Branca assinou um despacho, em agosto, que proíbe o uso da tecnologia da Huawei e da ZTE pelo Governo, e as gigantes de telecomunicações AT&T e Verizon Communications quebraram os acordos que tinham para distribuir smartphones da Huawei. Entre as nações que decidiram afastar as chinesas Huawei e ZTE das infraestruturas de telecomunicações, alegando "motivos de segurança nacional", estão o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia.

Em Portugal, as empresas de telecomunicações Nos e a Vodafone ressalvam que trabalham com outros fornecedores. Já a Altice, que controla a Meo, afirma que não quer quebrar as parcerias com a empresa chinesa, embora admita que a posição a tomar pela União Europeia será determinante no futuro desta aliança.

A Huawei já apelou aos Estados Unidos para "pararem com a infundada repressão" à empresa e considerou existir uma "forte motivação e manipulação política" nos processos movidos contra a empresa.

A sustentar os receios internacionais em relação à possível espionagem por parte da Huawei, está uma recente lei chinesa que requer às empresas que colaborem com o Governo quando solicitado.




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