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Galp Energia baixa refinação para metade mas aumenta produção de petróleo em 20%

As vendas de produtos petrolíferos no segundo trimestre baixaram 43% face ao período homólogo e 38% contra os primeiros três meses de 2020.

Correio da Manhã
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Julho de 2020 às 07:59
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A pandemia teve um forte impacto na atividade de refinação da Galp Energia no segundo trimestre, embora a área de exploração petrolífera tenha registado uma evolução positiva.

De acordo com o "trading update" revelado esta segunda-feira, 13 de julho, a Galp Energia processou 13,4 milhões de barris equivalentes de petróleo, o que traduz uma quebra de 49% face ao mesmo período do ano passado.

Esta quebra para quase metade da atividade de refinação "refletem a desaceleração operacional para fazer face à baixa procura e aos elevados níveis de inventários", explica a companhia em comunicado, que teve as refinarias de Sines e Matosinhos com atividade suspensa durante um largo período de tempo.

A baixa procura está patente nas vendas de produtos petrolíferos no segundo trimestre, que baixaram 43% face ao período homólogo e 38% contra os primeiros três meses de 2020.

A margem desta atividade também sofreu com a pandemia, já que o preço do petróleo registou uma queda acentuada no segundo trimestre deste ano. Baixou para 2 dólares por barril no segundo trimestre, o que representa uma queda de 33% face ao período homólogo, mas ainda assim uma ligeira recuperação face aos primeiros três meses do ano (1,9 dólares).

Ainda na unidade de "refinação & midstream" (R&M), a Galp Energia registou uma quebra de 47% no fornecimento e trading de gás natural e uma descida de 1% na venda de eletricidade à rede.

Se o R&M registou uma forte descida devido à pandemia, a unidade de "upstream" conseguiu uma evolução positiva. A produção líquida de petróleo aumentou 19% no segundo trimestre, para 12,7 mil barris equivalentes de petróleo por dia. O Brasil continua a ser a grande fonte de crescimento da Galp nesta atividade, conseguindo um crescimento de 20% no trimestre, contra 5% em Angola.

No comunicado, a Galp sustenta que a produção petrolífera foi "suportada pela maior contribuição de Lula e Berbigão/Sururu", sendo que "durante o trimestre foram realizadas paragens em duas FPSO devido a casos de Covid-19".

No comunicado emitido ao mercado, a Galp Energia revela ainda que chegou ao final de junho com uma dívida líquida de 1,9 mil milhões de euros, um crescimento face a março (1,5 mil milhões de euros) que se justifica com as "distribuições de dividendos efetuadas durante o trimestre".

Já a posição de caixas e equivalentes subiu 200 milhões de euros para 1,7 mil milhões de euros.

Os resultados do segundo trimestre serão divulgados ao mercado a 27 de julho. A Galp Energia fechou o primeiro trimestre deste ano com lucros de 29 milhões de euros, o que traduz uma quebra de 72% face ao resultado líquido registado no mesmo período do ano passado.

A companhia anunciou em abril que vai reduzir as despesas e o investimento operacional em mais de 500 milhões de euros por ano em 2020 e 2021 para fazer face aos efeitos da pandemia do novo coronavírus na sua atividade.

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