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Venda de casas caiu 24% no primeiro semestre. Preços médios desceram 8%

O impacto da pandemia e do confinamento imposto para travar a sua propagação levou a uma forte redução nas vendas no mercado residencial, refere a consultora imobiliária Savills.

Duarte Roriz
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 08 de Setembro de 2020 às 16:10
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O primeiro semestre deste ano registou uma quebra de 24% nas vendas de imóveis residenciais em Portugal Continental, tendo os preços médios sofrido uma redução de 8%, indica a consultora imobiliária Savills num relatório divulgado esta terça-feira.

 

A consultora assinala que o arranque do ano foi de "franca expansão", destacando que no primeiro trimeste "no concelho de Lisboa, foram registados os valores de venda mais altos de sempre (4.038 €/m2). Por outro lado, o concelho do Porto registou uma quebra ligeira nos valores de venda no mesmo período temporal, face ao que foi registado no final de 2019 (2.269 €/m2)".

 

No entanto, "a pandemia veio também a ter um grande impacto no mercado residencial", sublinha. Na primeira metade do ano, "em Portugal Continental, as vendas sofreram uma quebra de 24%, com os preços a baixarem em média 8%".

 

Já em Lisboa e Porto as quedas nos preços por metro quadrado cifraram-se em 11% e 9%, respetivamente.

 

"Apesar da incerteza que vivemos pelas razões que todos conhecemos, a resiliência do setor residencial leva a Savills a prever que não devam existir quebras significativas nos indicadores de performance deste setor sobretudo se falarmos em Lisboa e Porto, ainda assim o ajuste de preços e um abrandamento no crescimento que se verificou nos últimos 7 anos era já previsível antes da pandemia", defende Patrícia de Melo e Liz, CEO da Savills Portugal, citada no comunicado.

 

O relatório nota, contudo, que "com o alívio das restrições impostas durante a quarentena, o mercado residencial sentiu o impacto imediato que se traduziu num aumento nacional de 0,8% ao nível dos preços e de 11% no volume de vendas, entre os meses de maio e junho".

 

E, acrescenta a consultora, "é expectável que os preços observados no final de junho se mantenham inalterados em Lisboa, com um aumento do número de unidades vendidas".

 

A pandemia também alterou os aspetos mais valorizados pelos compradores. "Os potenciais compradores estão a dar mais importância à existência de divisões dentro da casa onde podem criar um espaço de trabalho autónomo, para a prática do teletrabalho. Também procuram salas de estar com maior dimensão, varandas amplas ou espaços de lazer. Também se nota uma ligeira recuperação da procura por moradias que, em regra geral, se encontram em localizações satélites às grandes cidades", indica a Savills.

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