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Macron faz CEO da Sanofi recuar. Vacina será disponibilizada em todo o mundo

Após uma reunião com o presidente francês, o CEO da farmacêutica Sanofi indicou que a vacina contra o novo coronavírus será disponibilizada em todo o mundo ao mesmo tempo.

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Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 14 de Maio de 2020 às 20:27
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O CEO da farmacêutica Sanofi recuou esta quinta-feira na intenção de dar prioridade aos Estados Unidos na futura vacina contra o novo coronavírus. Após uma reunião com o presidente francês, o gestor indicou que a vacina ficará disponível em todo o mundo ao mesmo tempo.

Estas declarações contradizem o que o próprio Paul Hudson (na foto) tinha dito na véspera, quando defendeu que os Estados Unidos ganharam prioridade porque foram o primeiro país a financiar a pesquisa da empresa.

"O governo dos Estados Unidos tem o direito à maior encomenda porque investiram, assumindo o risco", justificou. 

A Sanofi tornou-se parceira da rival britânica GlaxoSmithKline neste projeto financiado pelo governo norte-americano, e diz ter a capacidade para a produção de 600 milhões de doses por ano, que podem depois ser duplicadas.


As palavras de Hudson foram mal recebidas, principalmente em França, tendo o Eliseu considerado "inaceitável" que a vacina da farmacêutica francesa Sanofi seja entregue aos Estados Unidos em primeiro lugar.

Esta tarde, o CEO da Sanofi reuniu com o presidente francês, Emmanuel Macron, e recuou na anterior posição, afirmando agora que "a vacina estará disponível em todos os países ao mesmo tempo".

O desenvolvimento da vacina, cuja eficácia ainda não foi testada, está a ser financiado pela Autoridade de Investigação Avançada e Desenvolvimento em Biomédica (BARDA), que considera que poderá ajudar a farmacêutica a iniciar a produção da vacina o mais cedo possível.

Atualmente estão em desenvolvimento 110 vacinas para a covid-19 em todo o mundo, sendo que oito encontram-se em ensaios clínicos. Destas oito, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), quatro estão a ser desenvolvidas na China, três nos EUA e uma pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

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