Media Caixa BI antecipa subida dos lucros da Impresa

Caixa BI antecipa subida dos lucros da Impresa

Os analistas estimam que no primeiro semestre deste ano as receitas da dona da SIC recuaram 5,9% para 104,9 milhões de euros. No entanto, o lucro deverá aumentar para 1,3 milhões com a redução dos custos financeiros.
Caixa BI antecipa subida dos lucros da Impresa
Bruno simão
Sara Ribeiro 25 de julho de 2016 às 10:16

O lucro da Impresa deverá situar-se nos 1,3 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, uma subida de 86,8% face ao mesmo período do ano anterior, segundo as estimativas do Caixa BI. Os analistas do banco de investimento justificam a subida do resultado líquido com a redução dos custos financeiros.

Já as receitas consolidadas devem seguir o trajecto inverso, com uma queda de 5,9% para 104,9 milhões de euros, impactadas pela queda dos proveitos da subscrição de canais. Os analistas relembram que em Janeiro deste ano a Impresa renovou o contrato de distribuição dos canais do grupo na plataforma da Meo. Os valores do acordo não foram revelados.

Além desta rubrica, a diminuição dos proveitos da área de multimédia também tiveram efeitos negativos nas contas do grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão, "devido à já anunciada alteração na grelha de programação efectiva desde Maio", segundo a nota do banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos.

Tendo em conta só os dados relativos ao segundo trimestre, os analistas antecipam um crescimento de 3,5% nas receitas de publicidade na área da televisão, "muito provavelmente abaixo do mercado publicitário", "na medida em que o nível de audiências da SIC é inferior ao do mesmo período do ano passado", explicam.

Também o segmento do publishing, que detém títulos como o Expresso ou a Visão, "deverá continuar a registar um desempenho fraco mantendo a tendência do primeiro trimestre do ano". Os analistas estimam uma queda de 12,3% para 23,9 milhões de euros no primeiro semestre devido à diminuição da publicidade e das receitas de circulação.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) deverá ser de cerca de 9,4 milhões, menos 8,2%. E a margem EBITDA deverá passar de 9,2% para 9% no primeiro semestre.

 




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