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Covid-19: Portugal tem 56 startups na frente de combate

A rede europeia no campo da inovação em saúde EIT Health traça o panorama em Portugal nesta matéria e revela como as tecnologias digitais estão a apoiar a saúde a adaptar-se à crise sanitária.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 17 de Dezembro de 2020 às 17:08
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A ADAPTT, uma ferramenta gráfica desenvolvida pela Glintt, é utilizada em vários países e também pela Organização Mundial de Saúde, no planeamento e decisões políticas de saúde.

 

Trata-se de uma ferramenta que permite recolher e atuar sobre a informação relativa ao número de camas de hospitais para diferentes níveis de intervenção, prever a escassez de camas e planear os recursos humanos necessários para as apoiar.

 

A trabalhar diretamente com o portuense Hospital de São João está a iLof, uma startup "spinoff" da Universidade do Porto que trabalha com a inteligência artificial para pré-diagnosticar doenças a partir de uma amostra de sangue.

 

O iLof começou por trabalhar com a doença de Alzheimer mas está agora também dedicada a apoiar e prever complicações de doentes covid-19.

 

Estes foram alguns dos projetos apresentados na conferência digital "Inteligência Artificial em Saúde: uma perspetiva de Portugal",realizada esta quinta-feira, 17 de dezembro, que foi promovida pelo EIT Health, rede europeia no campo da inovação em saúde, composta por aproximadamente 150 parceiros, juntando as principais empresas, universidades, centros de pesquisa e desenvolvimento, além de hospitais e instituições de saúde.

 

"Ao todo são 56 as startups portuguesas identificadas que já contribuem com tecnologia inovadora na área da saúde digital, a que se junta todo um conjunto de projetos piloto entre instituições de saúde, universidades e tecnológicas, que permitem dar resposta aos desafios vividos atualmente pelo Sistema Nacional de Saúde (SNS) e outros sistemas de saúde europeus", revela a EIT Health, em comunicado.

Com uma mostra de mais de 20 projetos partilhados, "ficou claro o potencial da tecnologia portuguesa para dar cartas no futuro da saúde - que se prevê mais digital", realça a EIT Health, que pretende lançar, no próximo ano, o Mapa da Inovação nos Cuidados de Saúde em Portugal.

 

"Esta conferência foi uma oportunidade única para conhecer e dar a conhecer o que se passa em Portugal na inteligência artificial ao serviço da saúde", sendo que "o EIT Health quer concluir o mapeamento do ecossistema para dar a conhecer na Europa o potencial nacional nestas áreas da inovação", frisa Miguel amador, responsável desta organização no nosso país.

 

"Em geral, ficou claro a necessidade não de mais tecnologia, mas de mais estruturas e apoio, para que as mesmas sejam compreendidas, incentivadas e abraçadas por profissionais de saúde e cidadãos. Temos, por isso, um desafio de educação em mãos, em que todos temos de trabalhar juntos", concluiu Miguel Amador.

 

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