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Milhões de utilizadores com estatuto de elite no Facebook escapam a regras de moderação

Embora as regras do Facebook atestem que todos os utilizadores estão sujeitos às mesmas regras de utilização, um documento a que o WSJ teve acesso aponta que poderá haver milhões de utilizadores com estatuto VIP a conseguir escapar às regras de moderação.

Nos Estados Unidos, vários estados e o próprio regulador defendem que o Facebook deveria desinvestir no Instagram e no Whatsapp.
Josh Edelson/AFP
Negócios jng@negocios.pt 13 de Setembro de 2021 às 21:09
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A rede social de Mark Zuckerberg estará a utilizar um programa que coloca numa espécie de "whitelist" milhões de utilizadores considerados como VIP, que desta forma conseguem estar sujeitos a regras de moderação de conteúdos diferentes. A informação é avançada pelo Wall Street Journal (WSJ), que teve acesso a um documento interno sobre o assunto.

De acordo com este documento, o programa em causa é conhecido internamente como XCheck. Será através deste programa que celebridades, políticos e jogadores de futebol terão tido acesso a regras de moderação de conteúdos diferentes daquelas que estão em prática para os restantes utilizadores.

Regra geral, quem utiliza as redes sociais detidas por Mark Zuckerberg está sujeito a um conjunto variado de regras, que são explícitas nos termos e condições na altura de registo. Caso não sejam respeitadas, a publicação poderá ser removida. Mas, segundo o WSJ, este tipo de regras para os utilizadores VIP, que são vistos como uma elite, estaria disponível não só no Facebook mas também no Instagram.

O WSJ refere que, em 2020, haveria pelo menos 5,8 milhões de utilizadores com o estatuto VIP, num universo de cerca de 2,89 mil milhões de utilizadores a nível global.

Segundo o jornal, o jogador de futebol Neymar estará entre a lista de utilizadores VIP. Em 2019, o jogador foi acusado de violação e partilhou no Facebook fotografias íntimas da mulher que o acusou. O WSJ escreve que, em teoria, este tipo de conteúdo deveria ter sido prontamente apagado, mas isso não aconteceu de forma imediata. De acordo com os documentos, pelo menos 56 milhões de utilizadores no Instagram e Facebook conseguiram ver esta publicação enquanto não foi removida.

Um porta-voz do Facebook já avançou entretanto ao Wall Street Journal que a rede social está a abandonar de forma gradual esta prática de "whitelisting".
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