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Remote levanta investimento de 150 milhões e transforma-se no quinto unicórnio com ADN português

A startup focada na contratação e gestão de recursos humanos à distância fechou uma ronda de investimento de 150 milhões de dólares. A ronda permitiu à empresa com CTO português atingir a marca dos mil milhões de dólares.

Marcelo Lebre, co-fundador da Remote.
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 13 de Julho de 2021 às 19:58
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A Remote, startup co-fundada pelo português Marcelo Lebre, anunciou esta terça-feira que fechou uma ronda de investimento série B, com um valor de 150 milhões de dólares (cerca de 127,25 milhões de euros, à conversão atual). Com este montante, a startup que permite gerir processos ligados à área de recursos humanos em trabalho remoto, atingiu o estatuto unicórnio, ultrapassando uma avaliação de mil milhões de dólares.

Em comunicado, a empresa indica que esta ronda foi liderada pela empresa de capital de risco Accel, que já investiu em tecnológicas como a Cloudera, Dropbox, Slack, Spotify ou no gigante das redes sociais Facebook. A ronda contou ainda com a participação de investidores como a Sequoia, Index Ventures, Two Sigma, General Catalyst e Day One Ventures, especifica a empresa.

"Este marco reflete o compromisso e a paixão para com a nossa equipa global, mas o financiamento é apenas o início", diz a empresa. A startup explica que o investimento angariado permitirá à empresa expandir a equipa e ainda acelerar o processo de expansão para mais países. Ao Dinheiro Vivo, o português Marcelo Lebre avançou que a empresa pretende "contratar entre 400 e 700 pessoas" até ao final do próximo ano.

Presente em cerca de 50 países, a empresa tem planos para "estar presente em 80 países até ao final de 2021". A empresa criou uma plataforma onde é possível gerir a contratação global, tornando possível recrutar em qualquer parte, mesmo que o empregador não esteja presente no país. Num único local, torna-se possível ver passos na área de integração do novo empregado, gerir salários, países onde estão e ainda outros benefícios.

Além da expansão em número de trabalhadores e de países onde está presente, a startup pretende também utilizar o financiamento para desenvolver mais ferramentas e parcerias e ainda expandir os serviços de aconselhamento. Uma vez que é possível assegurar a contratação em qualquer país, a empresa pretende ajudar "os clientes a serem mais fluentes na cultura local empresarial e na legislação laboral", exemplifica. Estes serviços da Remote incluem ainda indicações sobre benefícios globais, vistos e apoio à imigração ou relocalização de empregados.

A empresa foi fundada pelo holandês Job van der Voort, que desempenha funções como CEO, e por Marcelo Lebre, português que passou pela startup portuguesa Unbabel, como vice-presidente de engenharia. Fazendo jus à premissa da empresa, também a Remote é dirigida à distância, já que o CEO está em Amesterdão e o CTO em Lisboa.

A pandemia fez aumentar a procura pelos serviços da empresa, com a Remote a mencionar "uma procura sem precedentes". "A base de utilizadores cresceu em dez vezes no espaço de apenas oito meses e a equipa expandiu-se de 50 para mais de 220 pessoas em 47 países, em seis continentes", detalha a empresa.

Em novembro do ano passado, a empresa já tinha recebido 35 milhões de dólares numa ronda série A.
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