Telecomunicações BI: Nos é das empresas mais expostas ao impacto do coronavírus

BI: Nos é das empresas mais expostas ao impacto do coronavírus

Numa nota divulgada hoje pela Bloomberg Intelligence, os analistas disseram que empresas com maior exposição ao serviço de "roaming", como a Nos, poderão ser mais prejudicadas com a atual pandemia. Segmento dos cinemas também pressiona.
BI: Nos é das empresas mais expostas ao impacto do coronavírus
Gonçalo Almeida 24 de abril de 2020 às 12:02
As empresas do setor das telecomunicações com uma grande exposição ao "roaming", como é o caso da portuguesa Nos, mostram menos resistência ao impacto do coronavírus, segundo uma nota da Bloomberg Intelligence, divulgada nesta sexta-feira, dia 24 de abril. 

"As operadoras de telecomunicações europeias com alta exposição ao roaming, o segmento serviços pré-pagos, provavelmente terão um desempenho menos resiliente devido à atual pandemia provocada pelo coronavírus", pode ler-se na nota da Bloomberg, que dá conta ainda que "uma grande exposição ao segmento móvel também pode aumentar as fragilidades, enquanto que uma recessão pode colocar mais em risco as assinaturas móveis".

Neste sentido, os analistas da Bloomberg apontam a portuguesa Nos e a italiana Telecom Italia como as empresas da Zona Euro "mais expostas à crise relacionada ao coronavírus".

Hoje, as ações da Nos desvalorizaram um máximo de 1,75%, mas a queda foi perdendo força e situa-se agora nos -0,53% para os 3,402 euros por ação.

Foram negociadas até ao momento 389.164 ações, o que compara com a média diária dos últimos seis meses fixada nas 1.229.073 ações.

A nota do serviço de Inteligência da Bloomberg reforça que "embora ambas tenham uma receita de 'roaming' alta, a Telecom Italia também depende significativamente de negócios pré-pagos,  (...) e o negócio de cinema da Nos, que corresponde a 3% das vendas, exacerba ainda mais suas vulnerabilidades à ameaça do vírus".

A empresa liderada por Miguel Almeida fechou o exercício de 2019 com um resultado líquido de 143,5 milhões de euros, um valor que representa um aumento de 4,2% face ao ano anterior. 

O número de clientes aumentou em 142 mil no passado, para 9,7 milhões. O número de subscritores móveis subiu 1,7% (4,85 milhões) e de televisão paga (acesso fixo) em 2,4% (1,36 milhões). Mais de metade dos clientes de rede fixa da Nos tinha um serviço convergente (931 mil clientes). No segmento empresarial a Nos aumentou o número de serviços para 1,52 milhões.

Nos cinemas as receitas aumentaram 6,5%, com a empresa a destacar a "forte recuperação no segundo e terceiro trimestre e um abrandamento no quarto trimestre". O número de bilhetes vendidos aumentou 4,3% face a 2018 e a receita por bilhete subiu 7,5% para 5,2 euros.

Recentemente, a empresa anunciou um acordo com a Cellnex para venda à empresa espanhola da totalidade da Nos Towering, através da qual detinha cerca de 2000 torres de telecomunicações, num negócio que pode gerar à empresa portuguesa um encaixe de 550 milhões de euros em seis anos. 

O BBVA atualizou a sua cobertura para a empresa portuguesa, mas manteve o preço-alvo (6,20 euros) e a recomendação ("outperform") inalteradas. Nestes valores, a avaliação do banco de investimento espanhol confere à cotada portuguesa um ganho potencial de 82,68%, face ao fecho da sessão de ontem. 




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