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Novo CEO pede "união" e "bom senso" para recuperar a TAP

Ramiro Sequeira enviou uma mensagem em vídeo aos trabalhadores da TAP, afirmando ser fundamental retomar a operação de forma totalmente segura mas também de forma sustentável.

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Negócios jng@negocios.pt 22 de Setembro de 2020 às 10:00
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Ramiro Sequeira, que assumiu o cargo de CEO da TAP na semana passada, em substituição de Antonoaldo Neves, enviou uma mensagem aos trabalhadores da companhia aérea onde define vários objetivos e faz diversos pedidos.

Para o CEO, todos os colaboradores deverão assumir o esforço e a responsabilidade de reestruturar a companhia para, simultaneamente, a poder recuperar. "É vital ter o bom-senso e a calma para tomar decisões que têm que ser tomadas, em conjunto com todos os colaboradores, com os sindicatos e com todos os stakeholders", diz Ramiro Sequeira.

O Estado português detém agora uma participação social de 72,5%, o empresário Humberto Pedrosa 22,5% e os trabalhadores os restantes 5% do grupo. A alteração acionista da TAP aconteceu num contexto de ajuda pública à companhia aérea (1.200 milhões de euros) que obriga à implementação de um plano de reestruturação que está a ser negociado com Bruxelas e que implicará medidas de cortes de custos com eliminação de postos de trabalho.

A TAP já tem vindo a cortar postos de trabalho e desde o início da pandemia já saíram da companhia aérea cerca de 600 trabalhadores com contratos a prazo.

Na mensagem aos trabalhadores, Ramiro Sequeira avisa que a recuperação do setor será lenta e diz que "mais do que elaborar um bom plano e mostrá-lo a Bruxelas, o que é muito importante, é poder implementá-lo e este dar resposta, nos próximos três ou quatro anos, à retoma que desejamos".

Ramiro Sequeira confia que a "TAP irá ultrapassar este momento complexo, apoiada no plano de reestruturação em curso, e estará por cá, pelo menos, mais 75 anos. Estamos juntos e retomamos juntos", afirmou  o novo CEO da TAP, salientando ser "fundamental" a "união e a proximidade entre nós".

Ramiro Sequeira considerou ainda ser fundamental retomar a operação de forma totalmente segura, mas também de forma sustentável. "Estamos a operar apenas 30% do que era suposto e esta é uma medida consciente, porque não podemos operar voos que não sejam rentáveis ou que tenham pouca ocupação, o que colocaria a TAP numa posição ainda mais difícil", destaca o CEO.

Não parámos de ver oportunidades. Neste sentido, anunciámos algumas rotas para o verão de 2021, que acreditamos serem oportunidades de mercado", afirma o CEO, assegurando que a continuidade territorial será mantida, uma prioridade e preocupação constante para a TAP.

O nome do novo CEO foi conhecido no final de julho, sendo que assumirá esta função de forma interina, já que o Governo anunciou desde logo no acordo para a saída de David Neeleman a intenção de recorrer a uma consultora especializada para procurar, no mercado internacional, gestores qualificados, experientes e com competência na aviação.

Ramiro Sequeira chegou à transportadora aérea em setembro de 2018 para ocupar o lugar de Chief Operating Officer (COO) e tem uma vasta experiência profissional na aviação, na qual se destacam os 12 anos no Grupo IAG (British Airways e Iberia), onde desempenhou funções operacionais.

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