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TAP com prejuízos de 365 milhões até março

A companhia aérea contabilizou 365,1 milhões de euros de prejuízos no primeiro trimestre do ano. Comparando com o trimestre anterior, trata-se de uma melhoria de cerca de 31% no resultado líquido.

Miguel Baltazar
Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 31 de Maio de 2021 às 08:17
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A companhia aérea TAP registou prejuízos de 365,1 milhões de euros no primeiro trimestre, com a empresa a indicar que a pandemia de covid-19 continuou a atrasar a recuperação da procura. Em informação enviada à CMVM, a empresa especifica que, apesar de terem sido sentidos "alguns sinais de recuperação da procura em janeiro", as restrições adicionais e os confinamentos vividos no primeiro trimestre continuaram a ter efeito nos resultados da empresa.

"O resultado líquido foi negativo em 365,1 milhões de euros, dos quais -109,8 milhões dizem respeito a diferenças de câmbio líquidas. A maior parte deste efeito esteve relacionada com a depreciação do euro face ao dólar (que tem um forte impacto nas rendas futuras de aeronaves, embora tenha um efeito em caixa limitado durante o período)", explica a companhia aérea portuguesa.

A capacidade caiu 81% em termos homólogos, indica a TAP, enquanto a taxa de ocupação de passageiros recuou 21,7% face ao mesmo período de 2020, atingindo os 50,2% no primeiro trimestre. Os rendimentos operacionais afundaram 74% no trimestre, para os 150 milhões de euros; já os rendimentos de passagens caíram 83% em termos homólogos. Ainda assim, a companhia nota que o segmento de carga manteve a tendência positiva: até março, comparando com os mesmo período de 2020, as receitas de carga cresceram 36%.

Em relação aos custos operacionais, a rápida redução da capacidade e as iniciativas para reduzir custos permitiram baixar os custos em 49%, para os 377,7 milhões de euros. Especificamente sobre os custos com pessoal, a TAP indica que, devido ao programa voluntário para redução de efetivos ou ao lay-off clássico, foi possível reduzir os custos com pessoal em 30%. A companhia especifica que "é esperado que o impacto total das medidas voluntárias seja superior nos próximos trimestres".

O EBITDA recorrente diminuiu 3,2 milhões de euros comparando com o trimestre anterior, para os -104,1 milhões de euros.

"A implementação de medidas de proteção de caixa, em conjunto com o empréstimo do Estado Português recebido em 2020, permitiram à TAP terminar o primeiro trimestre de 2021 com uma posição de caixa de 237,6 milhões euros", especifica a transportadora. "Adicionando os recebíveis de cartões de crédito do Brasil, a liquidez total da TAP é de 255,9 milhões de euros no final do 1T21 (considerando o câmbio EUR/BRL em 31 de março de 2021)."

Já a dívida financeira bruta "aumentou 83 milhões de euros face ao trimestre anterior, principalmente devido ao aumento de 63 milhões de euros QoQ dos passivos de locação com opção de compra (financial leases)."

Entre janeiro e março, três aeronaves saíram de operação. Até 31 de março, a frota operacional da companhia contava com 93 aeronaves, incluindo a frota regional operada pela Portugália e pela White.
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