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Moody’s reitera “rating” da EDP. Compra da Viesgo é “moderadamente positiva”

A Moody’s foi a terceira agência de rating a pronunciar-se sobre o impacto da compra da Viesgo no perfil de risco da empresa, depois da Fitch e da S&P terem mantido a sua avaliação para a empresa, após o anúncio.

Ricardo Almeida
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 25 de Julho de 2020 às 10:38
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A agência de notação financeira Moody’s deixou o "rating" da EDP inalterado em Baa3, com uma perspetiva "estável". Esta decisão surge na sequência da aquisição da Viesgo, com a entidade a considerar que o negócio é "moderadamente positivo" para a empresa e não tem impacto no perfil financeiro da empresa. 

"A aquisição da Viesgo representa um enquadramento industrial e estratégico forte com as atividades existentes da EDP em Espanha", refere a Moody’s num comunicado publicado sexta-feira à noite, onde realça que o negócio tem um impacto "moderadamente positivo" para o negócio da empresa portuguesa. 

Segundo a agência de "rating", a operação irá permitir à elétrica portuguesa ligar a sua rede de distribuição de eletricidade espanhola com a da Viesgo, "criando assim um negócio com uma base de ativos regulada agregada de 1,8 mil milhões de euros".

"As redes de distribuição em Espanha beneficiam de visibilidade nas receitas até ao final de 2025 com rendimentos permitidos de 5,58% (nominais, antes de impostos). Através desta aquisição, a EDP também reforça a sua posição nas eólicas 'onshore' [em terra] na Ibéria", acrescenta a Moody's.

Os cálculos da Moody’s concluem que a compra da Viesgo deverá permitir à EDP aumentar a sua percentagem de EBITDA provenientes de redes reguladas para 30%, depois de ter 27% em 2019.

Em termos financeiros, a agência de notação financeira escreve que a operação deverá ter um impacto neutro para o perfil de crédito da companhia, uma vez que parte da aquisição é financiada pelo aumento de capital de 1,02 mil milhões de euros que a empresa está a realizar no mercado. 

A Moody’s conclui, assim, que o "rating" de Baa3 continua suportado na sua posição dominante no mercado português e pela diversificação geográfica do negócio, assim como pela sua elevada quota de atividades reguladas, pelo programa de rotação de ativos e pela estabilidade acionista, com 21,5% do capital nas mãos dos chineses da China Three Gorges.

A Moody’s é a última das três grandes agências de "rating" a pronunciar-se sobre o impacto da compra da Viesgo no perfil de crédito da elétrica portuguesa. A Fitch e a S&P foram as primeiras a avaliar o negócio, a 17 de julho, dois dias após o anúncio. A primeira manteve a notação de BBB com um "outlook" positivo. Já a S&P deixou o "rating" em BBB-, primeiro nível acima de "lixo".

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