Bolsa PSI-20 recupera 1%, mas queda semanal é a maior desde fevereiro de 2018

PSI-20 recupera 1%, mas queda semanal é a maior desde fevereiro de 2018

A bolsa nacional conseguiu recuperar na última sessão da semana, mas o saldo é negativo. Em cinco sessões, o PSI-20 acumulou uma queda de 4%.
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Tiago Varzim 10 de maio de 2019 às 16:43
O PSI-20 fechou esta sexta-feira, 10 de maio, com uma valorização de 1,09% para os 5.163,75 pontos, aliviando as perdas de 3,64 mil milhões de euros acumuladas durante oito sessões consecutivas de quedas. As bolsas europeias também estão em alta numa altura em que, apesar da entrada em vigor das tarifas, os investidores esperam que haja um acordo comercial entre os EUA e a China em breve. 

Apesar da recuperação nesta sessão, a bolsa nacional acumulou uma desvalorização semanal de 4,01%. Esta é a maior queda semanal desde fevereiro de 2018. Em causa esteve o pessimismo à volta da disputa comercial após Donald Trump ter ameaçado que ia aumentar as tarifas e incluir a totalidade dos bens chineses, o que veio a confirmar-se hoje com a entrada em vigor dessas medidas. No Twitter, o presidente norte-americano disse não haver "pressa" para fechar um acordo.

Na Europa, a maior parte das praças também sobe, apesar de Wall Street ter arrancado em baixa. Todos os setores estão em alta, à exceção do automóvel que tende a ser um dos mais expostos às notícias relacionadas com o comércio internacional. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, sobe 0,42% para os 377,5 pontos. Apesar disso, deve terminar com o pior saldo semanal deste ano. 

"O mercado português terminou em alta, revelando uma clara overperformance face aos demais índices europeus, fruto sobretudo do bom desempenho do BCP e do grupo EDP", sintetizam os analistas do BPI no comentário de fecho. 

Em Lisboa, a maior parte das cotadas encerrou em alta, mas a que mais se destacou foi o BCP. O banco subiu 4,62% para os 25,12 cêntimos na sessão depois de ter anunciado (após o fecho da sessão de ontem) que os lucros subiram 80% no primeiro trimestre deste ano, em termos homólogos. É preciso recuar ao primeiro trimestre de 2007 para encontrar lucros superiores. 

Também o grupo EDP valorizou com a casa-mãe a subir 2,05% para os 3,29 euros. Mas, neste caso, o destaque vai para a EDP Renováveis que valorizou 1,18% para os 8,54 euros. A Goldman Sachs melhorou a sua recomendação para a EDP Renováveis de "neutral" para "comprar" e subiu o preço-alvo de 9,60 euros para 10,60 euros, antevendo um potencial de valorização de 23,7%. 

A travar uma maior valorização do PSI-20 esteve o setor do papel, em particular a Navigator. A cotada desvalorizou 1,22% para os 3,558 euros depois de ter revelado (após o fecho da sessão de ontem) que fechou o primeiro trimestre deste ano com um resultado líquido de 49,3milhões de euros, o que representa uma redução de 7,5% face ao mesmo período do ano passado.

A Altri, outra cotada do setor do papel, também caiu: registou uma desvalorização de 1,3% para os 6,43 euros. 

(Notícia atualizada com mais informação às 16h51)



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