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As 10 cotadas portuguesas para ganhar 5% com dividendos

Conheça a rendibilidade dos 10 dividendos mais atractivos da bolsa nacional.

Venda da Base leva Ramada ao topo dos dividendos

Venda da Base leva Ramada ao topo dos dividendos
“Dividend yield”: 17,8%. O ganho obtido com a venda da Base permitiu à F. Ramada aumentar os lucros de 2017 em mais de quatro vezes, levando a estreante no PSI-20 a multiplicar por oito o valor do dividendo, que sobe de 28 cêntimos para 2,23 euros por acção. O "dividend yield" aumenta para uns imbatíveis 17,8%, o que dá ao dividendo da F. Ramada o estatuto de melhor da bolsa portuguesa. A empresa vai entregar 57,2 milhões de euros aos accionistas.

CTT com dividendo atractivo apesar de corte de 20%

CTT com dividendo atractivo apesar de corte de 20%
“Dividend yield”: 12,5%. O corte de mais de 20% que os CTT efectuaram ao dividendo não afectou a rendibilidade da remuneração, uma vez que as acções dos Correios têm sido fortemente penalizadas em bolsa. Com um dividendo de 38 cêntimos por acção, o "dividend yield" é de 12,5% e o segundo melhor da bolsa portuguesa. Apesar do corte, os CTT pagam aos accionistas o dobro dos lucros obtidos, uma situação que a empresa já avisou que não será repetida.

T. Caetano tem o melhor retorno entre as pequenas

T. Caetano tem o melhor retorno entre as pequenas
“Dividend yield”: 6,8%. A Toyota Caetano consegue o último lugar do pódio entre as empresas portuguesas e o primeiro no que diz respeito às que estão fora do PSI-20. A empresa do sector automóvel vai pagar um dividendo de 20 cêntimos por acção, mais 33% do que no ano passado, entregando aos accionistas 7 milhões de euros, o que corresponde a três quartos dos lucros obtidos em 2017 (no ano passado o "payout" foi de 88%). O "dividend yield" é de 6,8%.

REN mantém dividendo e retorno elevado

REN mantém dividendo e retorno elevado
“Dividend yield”: 6,6%. O pagamento de dividendos é um dos factores que mais atrai investidores ao capital da REN. Desde que entrou em bolsa que a energética ocupa quase sempre os lugares cimeiros do "ranking" da rendibilidade dos dividendos na bolsa portuguesa e este ano não é excepção. A empresa liderada por Rodrigo Costa manteve o dividendo de 17,1 cêntimos por acção, pelo que a remuneração total sobe 6,1% para 114 milhões de euros.

EDP paga 19 cêntimos pelo segundo ano

EDP paga 19 cêntimos pelo segundo ano
“Dividend yield”: 6,2%. Apesar das dúvidas dos analistas, a EDP manteve o dividendo de 19 cêntimos por acção, o que representa uma rentabilidade de 6,2%. Com os lucros a aumentarem 16% devido aos ganhos obtidos com a venda de activos, o "payout" da empresa liderada por António Mexia desceu 10 pontos percentuais para 62%. A eléctrica é a cotada portuguesa que mais dinheiro paga aos accionistas (695 milhões de euros) e o dividendo deste ano já foi pago.

Nos entrega aos accionistas 125% dos lucros

Nos entrega aos accionistas 125% dos lucros
“Dividend yield”: 6,1%. A Nos é a segunda cotada que mais aumentou o valor dos dividendos a pagar aos accionistas. A operadora elevou a remuneração de 0,20 euros para 0,30 euros, pelo que o dividendo representa uma rendibilidade de 6,1%. No total, a empresa vai entregar 154,5 milhões de euros aos accionistas, o que representa 125% dos lucros obtidos. A Nos é também a cotada portuguesa com o segundo "payout" mais elevado, só atrás dos CTT.

Sonae Capital paga dividendo apesar de prejuízos

Sonae Capital paga dividendo apesar de prejuízos
“Dividend yield”: 6,1%. A Sonae Capital decidiu que deveria continuar a remunerar os accionistas apesar de ter fechado o exercício de 2017 com prejuízos de 6,5 milhões de euros. A empresa liderada por Cláudia Azevedo reduziu o dividendo em 40%, para 6 cêntimos por acção, uma remuneração que ainda assim garante uma rendibilidade de 6,1%. A Sonae Capital vai pagar 15 milhões de euros aos accionistas, menos 10 milhões do que no ano passado.

Navigator reduz dividendo e volta a distribuir reservas

Navigator reduz dividendo e volta a distribuir reservas
“Dividend yield”: 5,7%. A fabricante de pasta e papel manteve o dividendo regular de 23,71 cêntimos por acção e baixou a remuneração relativa à distribuição de reservas para 4,184 cêntimos. No total, vai pagar 27,894 cêntimos, o que representa uma descida de 20% face ao ano passado, mas mantém a cotada na lista dos dividendos mais atractivos. A empresa de pasta e papel vai entregar 200 milhões de euros aos accionistas, o que corresponde a 96% dos lucros obtidos.

Novabase mantém dividendo apesar de queda no lucro

Novabase mantém dividendo apesar de queda no lucro
“Dividend yield”: 5,4%. A descida de 50% nos lucros não se reflectiu na remuneração aos accionistas da Novabase, já que a tecnológica decidiu manter o dividendo de 15 cêntimos. O "dividend yield" é de 5,4% e a cotada entrega aos accionistas a quase totalidade dos resultados líquidos. Paga 4,7 milhões de euros e obteve lucros de 4,8 milhões de euros. No final do ano passado, a Novabase decidiu pagar um dividendo extra, não se sabendo se irá repetir em 2018.

Altri aumenta dividendo em 20% para 30 cêntimos

Altri aumenta dividendo em 20% para 30 cêntimos
“Dividend yield”: 4,9%. A Altri surge em terceiro lugar no "ranking" das cotadas portuguesas que mais aumentaram o dividendo. A remuneração sobe 20% para 30 cêntimos por acção, um crescimento que fica ligeiramente abaixo do aumento dos lucros (24,5%). A rendibilidade é de 4,9% e a empresa de pasta e papel entrega aos accionistas 64% dos lucros. As acções atingiram máximos históricos nas últimas sessões, o que atirou a cotada para o último lugar desta lista.
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Maio de 2018 às 14:00
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Todas as cotadas já anunciaram qual será a remuneração aos accionistas. São 19 as empresas portuguesas que pagam dividendos e, no total, vão entregar 2,43 mil milhões de euros. O aumento face ao ano anterior é ligeiro (+4%), mas o valor representa mais de dois terços dos lucros de 2017, o que valida a ideia de que as cotadas portuguesas estão cada vez mais generosas com os seus accionistas.


A melhor forma de avaliar a atractividade de um dividendo é calcular a sua rentabilidade, que se encontra dividindo o valor pela cotação. E a maioria das cotadas portuguesas apresenta um "dividend yield" em redor ou acima de 5%. Em baixo, estão listados os 10 dividendos mais rentáveis da bolsa portuguesa, ordenados pelo retorno que oferecem. Contudo, a rendibilidade não deve ser a única forma de avaliar os melhores dividendos. Os investidores devem tentar perceber se estes são sustentáveis, olhar para o histórico da remuneração accionista, para o balanço das cotadas, para as estimativas dos analistas e também para os compromissos assumidos pelas empresas nesta matéria. São várias as que têm uma política de dividendos bem definida. 

Só assim poderão avaliar se a actual remuneração accionista poderá ser mantida no futuro, ou é apenas esporádica. Assim, além de olharem para o "dividend yield", os investidores devem também analisar o "payout" (peso dos dividendos nos lucros), histórico da variação da remuneração e os indicadores mais relevantes do balanço e da demonstração de resultados. 

 

Na calculadora em baixo, veja quanto pode ganhar com cada dividendo e consulte as datas de pagamento que já estão disponíveis.



 

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