Mercados Energia penaliza o PSI-20. Europa segue em alta

Energia penaliza o PSI-20. Europa segue em alta

Num dia de ganhos nas principais praças europeias, Lisboa segue a perder, pressionada pela Galp, EDP e EDP Renováveis.
Energia penaliza o PSI-20. Europa segue em alta
Pedro Catarino/CM
Ana Batalha Oliveira 17 de abril de 2018 às 14:45

O PSI-20 contraria o optimismo vivido na Europa: enquanto as principais praças europeias somam ganhos, em Lisboa a maioria das cotadas desvaloriza. O sector da energia destaca-se pela negativa, mas Jerónimo Martins e CTT também pesam.

O principal índice nacional cai 0,28% para os 5.438,81 pontos. São só cinco as cotadas que sobem e três mantêm-se inalteradas – as restantes dez pesam negativamente. Lisboa contrasta com a vizinha Espanha, que soma 0,35%, com a bolsa alemã, que avança 0,79% e a francesa, que acelera 0,59%. O principal agregador europeu, o Stoxx 600, resume o optimismo nos mercados europeus com uma subida de 0,40%. No velho continente, o retalho e as indústrias química e automóvel são os setores que mais impulsionam.

Já em Lisboa, são as energéticas que tiram o brilho à bolsa. A Galp Energia cai 0,70% para os 15,60 euros. A EDP apresenta uma quebra de 0,48% para os 3,14 euros, ultrapassada nas perdas pela subsidiária EDP Renováveis, que cede 1,62% para os 7,88 euros. Estas cotadas alinham-se com a tendência de queda do mercado do petróleo, num dia em que o barril de Brent, referência para a Europa, desvaloriza 0,14% para os 71,32 dólares.  

Também um outro "peso pesado" do PSI-20, a retalhista Jerónimo Martins, contribui para a queda na bolsa nacional, com um declínio de 0,17% no preço das acções, que se fixam nos 14,32 euros.  

Ainda num registo negativo, os CTT já atingiram um novo mínimo histórico. A operadora de correios nacional está a cotar nos 2,974 euros – uma quebra de 1,85%. Contudo, já chegou a cair 2,64% na sessão, para 2,95 euros, o valor mais baixo de sempre.

Os CTT têm visto sucessivos cortes na perspectiva financeira da empresa, do Goldman Sachs, do Barclays e mais recentemente do Caixa BI. Este último comenta:  "Considerando que a política de dividendos é agora menos generosa (associada à geração de resultado líquido), estamos agora na presença de uma companhia com o seu principal negócio em declínio e com duas alavancas que se ainda não são suficientes para estancar as perdas do Correio: Expresso & Encomendas e Banco CTT".

A travar maiores perdas encontra-se o BCP, que valoriza 0,14% para os 28,15 cêntimos por acção.




pub