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Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em queda com mercado à espera dos números do emprego

As bolsas europeias estão a negociar em queda pela primeira vez em sete sessões, com os investidores a aguardarem pela divulgação dos dados do desemprego nos Estados Unidos. O petróleo cai e o minério de ferro afunda mais de 6%.

EPA
Rita Faria afaria@negocios.pt 05 de Julho de 2019 às 09:37
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,15% para 5.202,40 pontos

Stoxx 600 perde 0,18% para 392,25 pontos

Nikkei valorizou 0,2% para 21.746,38 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos inalterados em 0,324%

Euro recua 0,16% para 1,1267 dólares

Petróleo em Londres cai 0,27% para 63,13 dólares o barril

 

Bolsas europeias descolam de máximos

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta sexta-feira, 5 de julho, depois de seis sessões consecutivas de ganhos, que levaram o Stoxx600 para máximos de mais de um ano.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa desliza 0,18% para 392,25 pontos, com o mercado a digerir os dados negativos sobre as encomendas à indústria alemã e à espera da divulgação dos dados do emprego nos Estados Unidos, em junho.

 

Antes da abertura do mercado, foi revelado que as encomendas à indústria na Alemanha caíram 2,2% em maio, quando os economistas esperavam um declínio mais ligeiro de 0,2%. Os números aumentam as preocupações sobre a evolução da economia europeia, e o impacto da guerra comercial nas perspetivas de crescimento.

 

No entanto, são os números do emprego nos Estados Unidos que deverão definir o rumo do mercado, já que dados em linha como o esperado, ou até abaixo, vão reforçar as expectativas de um corte de juros pela Fed no final deste mês.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,15% para 5.202,40 pontos, penalizado sobretudo pela Jerónimo Martins e pela Galp, ambas com descidas em torno de 0,5%.

 

Juros pouco alterados na Zona Euro

Os juros da dívida soberana dos países do euro estão a negociar sem uma tendência definida nesta última sessão da semana, depois das fortes quedas do início da semana, que foram parcialmente compensadas por uma subida na sessão de ontem.

 

Em Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos está inalterada em 0,324%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, os juros descem 0,4 pontos base para 0,237%. Em Itália, os juros a dez anos deslizam 3,1 pontos para 1,639%, nesta que deverá ser a melhor semana para as obrigações italianas em mais de um ano.

 

Na Alemanha, os juros descem 0,2 pontos para -0,403%, depois de terem baixado a taxa dos depósitos do BCE, ontem, pela primeira vez na história.

 

Dólar em alta ligeira

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está em alta ligeira pela terceira sessão consecutiva, à espera da divulgação dos dados do emprego nos Estados Unidos. A expectativa é que a economia norte-americana tenha criado 160 mil postos de trabalho em junho, depois dos 75 mil de maio, e que a taxa de desemprego se tenha mantido em 3,6%.

 

A moeda dos Estados Unidos avança 0,08% enquanto o euro desce 0,16% para 1,1267 dólares, o valor mais baixo desde 20 de junho.

 

Petróleo cai em semana de OPEP

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais, devendo completar esta sexta-feira a maior desvalorização semanal desde maio. Isto numa semana em que os receios em torno da procura global e das tensões com o Irão anularam o otimismo em relação à decisão da OPEP de prolongar os cortes na produção por mais nove meses.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,27% para 56,61 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, cai 0,27% para 63,13 dólares.

 

Minério de ferro afunda mais de 6%

O minério de ferro está em forte queda depois de o maior grupo siderúrgico da China ter pedido ao governo que mantenha a ordem no mercado global desta matéria-prima, na sequência de fortes subidas que a levaram para o valor mais alto em cinco anos.

 

A China Iron & Steel Association "está a relatar problemas relevantes na indústria aos ministérios e reguladores do governo, pedindo uma investigação e supervisão mais fortes para manter a ordem normal deste mercado", disse Qu Xiuli, vice-presidente da empresa numa conferência em Xangai esta sexta-feira.

O minério de ferro subiu para mais de 120 dólares por tonelada este ano, depois de um desastre numa barragem no Brasil e o mau tempo na Austrália terem reduzido a oferta.

Esta sexta-feira, em Singapura, o minério de ferro afundou 6,2% para 107,20 dólares.

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