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Ao minuto31.05.2022

Rússia diz que cabe a Kiev e ao Ocidente resolver a crise alimentar global. Brent toca nos 125 dólares

Acompanhe aqui minuto a minuto o conflito na Ucrânia e o impacto nos mercados.

Uma ceifeira Deere & Co. John Deere 9560 a colher trigo numa quinta em Kirkland, no estado de Illinois, nos Estados Unidos.
Bloomberg
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31.05.2022

Rússia diz que cabe a Kiev e ao Ocidente resolver a crise alimentar global

A Rússia disse hoje apenas Kiev e o Ocidente podem agir para permitir as exportações de cereais ucranianos e russos, bloqueados desde o início da invasão russa da Ucrânia e que aumentam o risco de uma crise alimentar global.

"Os países ocidentais, que criaram uma tonelada de problemas ao fechar os seus portos para navios russos, cortando cadeias logísticas e financeiras, precisam de pensar muito sobre o que é mais importante", realçou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, numa referência às sanções contra Moscovo.

Para o governante russo, o Ocidente pode "divulgar a questão da segurança alimentar" ou "resolver esse problema com medidas concretas". "A bola está do lado deles", salientou Lavrov, durante uma visita ao Bahrein.

Sergei Lavrov pediu ainda à Ucrânia, que enfrenta a invasão russa há três meses, para desminar as suas águas territoriais à volta dos seus portos, para permitir que navios carregados de cereais passem pelo mar Negro.

"Se o problema da desminagem for resolvido (...), as forças navais russas garantirão a passagem desimpedida desses navios para o mar Mediterrâneo e depois para os seus destinos", assegurou Lavrov.

O conflito na Ucrânia perturbou o equilíbrio alimentar global e está a levantar temores de uma crise que afetará em particular os países mais pobres.

A Ucrânia, grande exportadora de cereais, especialmente milho e trigo, tem a sua produção bloqueada devido aos combates.

Por sua vez, a Rússia, outra potência neste setor, não pode vender a sua produção e os seus fertilizantes por causa das sanções ocidentais que afetam os setores financeiro e logístico. Os dois países produzem um terço do trigo do mundo.

Na segunda-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que está preparado para trabalhar com a Turquia para garantir o movimento de mercadorias no mar Negro, incluindo os cereais da Ucrânia.

Já a ONU descreveu hoje como "construtivas" as conversas mantidas na segunda-feira com o governo russo para tentar facilitar as exportações de alimentos e fertilizantes do país.

A secretária-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), Rebeca Grynspan, reuniu-se na segunda-feira em Moscovo com o vice-primeiro-ministro russo, Andréi Belousov, e esta terça-feira viajou a Washington para manter reuniões com autoridades norte-americanas, divulgou hoje o organismo.

"O objetivo das negociações, como dissemos, está focado em facilitar os cereais e fertilizantes russos aos mercados globais para responder à crescente insegurança alimentar", explicou o porta-voz Stéphane Dujarric.

A responsável da UNCTAD assumiu a liderança nesta matéria em nome do secretário-geral da ONU, António Guterres, que há semanas que tenta promover um acordo mais amplo que inclua também alimentos ucranianos, básicos para alguns dos países mais pobres no mundo, onde o problema da fome está se tornando mais complicado.

De acordo com várias estimativas, a Ucrânia tem nos seus silos cerca de 22 milhões de toneladas de cereais que não pode levar para fora do país como resultado do conflito, já que a Rússia bloqueia o mar Negro e os portos ucranianos foram minados para impedir o desembarque das forças russas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo seguiu hoje para Riade, capital da Arábia Saudita, para um encontro com o homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, e o chefe da Organização de Cooperação Islâmica, com sede no reino, revelou a sua porta-voz, Maria Zakharova.

Lavrov deve encontrar-se com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) na quarta-feira.

Lusa

31.05.2022

Hungria congratula-se com exceção para comprar crude russo

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán (na foto), congratulou-se hoje com o resultado das negociações sobre o embargo ao petróleo russo na cimeira de Bruxelas, ao conseguir a exceção que pretendia para o seu país.

A "proposta da Comissão Europeia para proibir o uso de petróleo russo na Hungria foi derrotada", disse o primeiro-ministro nacionalista numa declaração em vídeo no Facebook.

"As famílias podem dormir bem esta noite, pois a ideia escandalosa foi evitada", afirmou Orbán.

Para conseguirem um acordo no sexto pacote de sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, que inclui um embargo que irá reduzir em cerca de 90% as importações de petróleo da Rússia pelo bloco comunitário até ao final do ano, os lideres europeus cederam às exigências do primeiro-ministro húngaro, permitindo que a Hungria, além da Eslováquia e da República Checa, continue a comprar o crude russo que lhe chega através do oleoduto de Druzhba.

Também a Bulgária vai poder continuar a importar petróleo russo até ao final de 2024, para ter tempo de ajustar a única refinaria do país a fornecimentos de outras origens, anunciou hoje o primeiro-ministro búlgaro em Bruxelas.

"A Bulgária terá um parágrafo separado no acordo final, com uma exceção para nós até ao final de 2024", disse Kiril Petkov, que participou no Conselho Europeu extraordinário que aprovou o sexto pacote de sanções contra a Rússia por ter invadido a Ucrânia.

Os líderes da UE concluíram, na segunda-feira, quatro semanas de negociações para impor um embargo parcial às importações de petróleo russo.

O pacote de sanções tinha sido adiado pela forte oposição de Orbán - amplamente visto como o aliado mais próximo do Kremlin dentro da UE - que ameaçou frustrar os esforços do bloco para punir Moscovo.

O acordo permitiu uma isenção temporária das importações entregues através do oleoduto russo de Druzhba, algo que Orbán apontou como uma vitória para os interesses húngaros sobre o que retratou como recomendações potencialmente desastrosas da UE.

A Hungria, que importa da Rússia cerca de 65% do seu petróleo e 85% do seu gás, é o único membro da UE a recusar a ajuda militar e proibiu o envio de armas letais para a Ucrânia através das suas fronteiras.

Juntamente com a Hungria, tanto a República Checa e a Eslováquia pediram isenções do embargo da UE.

A Eslováquia obtém cerca de 97% do seu petróleo da Rússia através do oleoduto de Druzhba, e argumentou que a principal refinadora do país, a Slovnaft, precisa de ser reconvertida para poder processar qualquer outro tipo de petróleo que não o crude russo, um processo que pode demorar anos.

Orbán tem retratado o debate sobre o embargo petrolífero como uma luta para defender o poder de compra dos húngaros, especialmente porque diz respeito aos custos de fornecimento de energia à população, que têm sido subsidiados desde 2013 como uma política emblemática do seu governo.

"A notícia mais importante é que defendemos a redução dos custos dos serviços públicos", disse hoje Orbán após o final da cimeira da UE.

31.05.2022

Europa cai em dia de dados da inflação na Zona Euro

Os principais índices europeus terminaram o dia com uma tendência quase generalizadamente, numa sessão marcada pelos dados da inflação na Zona Euro, que ficou acima do esperado.

Dos cinco meses do ano, este é o quarto em que o índice de referência europeu, Stoxx 600, termina no vermelho - março foi o único mês no verde.

À medida que se aproxima a reunião do Banco Central Europeu, no dia 9 de junho, as questões sobre a política monetária são cada vez maiores. Pablo Hernandez de Cos, governador do Banco de Espanha, prevê subidas das taxas de juro em julho e setembro, deixando uma nota para possíveis futuras subidas, mas que serão depois avaliadas.

O Stoxx 600 caiu 0,72% para 443,35 pontos. O maior tombo do dia foi no setor tecnológico, que recuou 2,40%, seguido do retalho e indústria - que desvalorizaram ambos mais de 1%.

Em contraciclo estiveram as subidas das cotadas dos artigos para o lar e do setor do petróleo e gás.

Nas principais praças da Europa Ocidental, a tendência foi maioritariamente de queda. No vermelho esteve o parisiense CAC 40 a desvalorizar 1,43%, seguido do alemão DAX a cair 1,29% e do milanês FootsieMIB a descer 1,22%. Ainda em rota descendente ao longo do dia esteve o espanhol IBEX a perder 0,89% e o lisboeta PSI a recuar 0,60%.

A subir estiveram apenas duas praças, com o índice londrino Footsie a crescer 0,10% e o índice de Amesterdão, o AEX, a somar 0,64%.

31.05.2022

Inflação geral e subida do dólar levam a queda do ouro

O ouro está a negociar em terreno negativo, a caminho do segundo mês consecutivo no vermelho - naquele que é o maior ciclo de quedas mensais desde março de 2021. Os investidores têm estado a pesar entre o abrandamento das medidas contra a covid-19 na China e o receio de uma recessão económica.

Ainda a somar a este último efeito estão os resultados da inflação na zona euro, que ficou acima dasestimativas e intensificou o debate sobre o aumento das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu.

O metal precioso está a desvalorizar 0,49% para 1.846,70 dólares por onça, numa altura em que o dólar vai ganhando força, face a um possível aumento de 50 pontos base das taxas de juro - ideia apoiada por Christopher Waller, governador da Fed.

Já a prata está a cair 1,11%, juntamente com a platina - que perde 0,61%.


Em contraciclo está o paládio, que ganha 4,63%.

31.05.2022

Brent sobe há nove sessões e está a 24 dólares dos máximos históricos

Os preços do "ouro negro" prosseguem a senda altista, sustentados por um movimento bullish que hoje se prolonga à conta do acordo da União Europeia para impor um embargo parcial e faseado às importações de petróleo da Rússia.

 

A impulsionar está também ainda o facto de a China ter aliviado algumas das restrições decorrentes do controlo da pandemia – já que se receava que os apertados confinamentos reduzissem a procura por combustível.

 

O importante hub comercial de Xangai permitiu a todos os fabricantes que retomassem as operações a partir de junho, além de que responsáveis governamentais disseram que o surto do coronavírus em Pequim está controlado.

 

Em Londres, o contrato de julho (que expira hoje) do Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 1,40% para 123,27 dólares por barril, mas já esteve hoje a negociar nos 125,28 dólares – em máximos de 9 de março.

Leia mais aqui.

31.05.2022

Juros agravam-se na Zona Euro com inflação e endurecimento da política monetária

As obrigações soberanas dos países do euro não estão hoje a revelar-se atrativas para os investidores, que não estão contudo com mais apetite pelo risco – dado que não estão a investir em ações.  

 

À conta da subida da inflação na Zona Euro para máximos históricos, nem as obrigações nem as ações estão atrativas, dado que a prazo o dinheiro vai perder valor.

 

Também a perspetiva de o BCE poder vir a proceder a subidas dos juros diretores na ordem dos 50 pontos base – com os mercados monetários a apontarem para um aumento de 175 pontos base até maio de 2023 – está a contribuir para a fuga das obrigações.

 

Assim, a menor procura por dívida pública está a fazer subir os juros.

 

Os juros da dívida portuguesa a 10 anos seguem a disparar 8,9 pontos base para 2,244%, e em Espanha, na mesma maturidade, avançam 9,4 pontos base, fixando-se nos 2,216%.

 

Por seu lado, as "yields" das Bunds alemãs a 10 anos, referência para a Europa, sobem 6,7 pontos base para 1,17%.

31.05.2022

Euro cede com inflação acima do esperado

A moeda única europeia está a ceder terreno perante a "nota verde" num dia em que foram divulgados os dados provisórios da inflação em maio na Zona Euro. Os preços na região terão subido 8,1% em maio face a igual mês do ano passado, acima dos 7,7% esperados pelos analistas.

E os dados mostram ainda que não são apenas os custos energéticos a pressionarem em alta os preços, o que, por sua vez, aumenta a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) para que aja por forma a controlar a escalada nos preços.

O euro cedia 0,62% face à divisa norte-americana, cotando em 1,0712 dólares. O dólar está também a conseguir algum suporte devido à escalada nos preços do petróleo, que dão apoio às divisas em que os preços das "commodities" são expressos.

31.05.2022

Wall Sreet arranca no vermelho. Inflação e Fed pressionam sessão

A escalada do conflito armado na Ucrânia e a inflação fora de controlo arrastaram os mercados e a confiança dos empresários.

Wall Street abriu a sessão em terreno negativo, numa altura em que os investidores temem que a inflação possa acelerar, à medida que os preços do petróleo continuam a subir depois dos 27 Estados-membros da União Europeia terem acordado um embargo ao petróleo russo.

O industrial Dow Jones perde 1,30% para 33.212,96 pontos, ao passo que índice S&P 500 desvaloriza 1,05% para 4.115,15 pontos - aproximando-se de valores registados no início de maio. Já o tecnológico Nasdaq Composite segue a cair 0,85% para 12.035,17 pontos.

Entre os principais movimentos de mercado destaca-se o disparo de 7,25% da Yamana Gold, 

depois de ter sido anunciado que a Gold Fields irá comprar a companhia por 6.700 milhões de dólares (6.224 milhões de euros ao câmbio atual), negócio que dará origem ao quarto maior produtor de ouro do mundo.

Por sua vez, o Deutsche Bank derrapa 0,62% depois de esta terça-feira o banco ter sido alvo de buscas da polícia. 

O mercado está ainda a digerir as palavras do membro da Reserva Federal norte-americana (Fed), Christopher Waller, que abriu a porta para que haja um aumento das taxas de juro em 50 pontos base, embora não seja claro se e quando pode acontecer.

Durante a sessão desta terça-feira, os investidores vão estar atentos ao encontro entre o presidente da Fed, Jerome Powell e Joe Biden, presidente dos Estados Unidos.

Biden já adiantou que o banco central tem a responsabilidade de controlar a inflação e esclareceu que não vai "influenciar as decisões de forma inapropriada".

Para os analistas, como Mike Bell, responsável pelo departamento de estratégia para os mercados globais do JPMorgan, a possibilidade da Rússia poder retaliar contra a UE, devido ao embargo do petróleo é um fator que pode afetar o mercado de risco. 

31.05.2022

Inflação inverte tendência no mercado da dívida: Juros na Zona Euro agravam de forma expressiva

Christine Lagarde já admitiu que a guerra na Ucrânia cria uma “incerteza considerável” na economia europeia.

Os juros inverteram a tendência do arranque de sessão na Zona Euro, estando a agravar de forma expressiva, depois de ter sido divulgada a estimativa rápida da inflação da região em maio.

 

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – agrava 2 pontos base para 1,070%.

 

Em Itália, os juros da dívida a dez anos registam o aumento mais expressivo da região, estando a somar 8 pontos base para 3,069%, enquanto em França a yield das obrigações com a mesma maturidade sobe 3,1 pontos base para 1,591%.

 

Na Península Ibérica, os juros das obrigações portuguesas a dez anos agravam 3,8 pontos base para 2,193%. Desde o passado dia 29 de abril que a yield da dívida nacional a dez anos está acima da linha dos 2%.

Por sua vez, os juros das obrigações espanholas a dez anos somam 4,3 pontos base para 2,166%.

 

A taxa de inflação anual na Zona Euro deverá ter galopado para 8,1% em maio, mais 0,7 décimas do que em abril, quando o índice de preços no consumidor (IPC) da região tocou em 7,4%, segundo a estimativa rápida do Eurostat, divulgada esta terça-feira.

 

Os analistas consultados pela Bloomberg apontavam para que o IPC se fixasse em 7,8%.

 

31.05.2022

Bruxelas vai expulsar principal banco russo do SWIFT

A maior instituição financeira da Rússia vai ser expulsa do sistema internacional de pagamentos – SWIFT- passando assim a fazer parte do sexto pacote de sanções de Bruxelas contra Moscovo.

 

Além do Sberbank, o Banco de Crédito de Moscovo e o Banco Agrícola Russo vão fazer também parte desta lista, de acordo com pessoas próximas do assunto, citadas pela Bloomberg. Ainda assim, a UE continua a poupar o Gazprombank, o banco do grupo Gazprom responsável por receber os pagamentos dos importadores de gás russo.

 

O Kremlin decretou que desde o início de abril é obrigatório que as empresas europeias abram uma conta em rublos no Gazprombank se querem receber o gás russo. Em resposta a Comissão Europeia recomendou as companhias do bloco a abrirem contas em euros e dólares.

 

Esta notícia surge numa altura em que o Conselho Europeu está reunido para debater o sexto pacote de sanções contra Moscovo, na sequência da invasão russa à Ucrânia. O primeiro dia do encontro, nesta segunda-feira, foi marcado pelo acordo tendo em vista o embargo do petróleo russo. A reunião termina esta terça-feira.

A relação do principal banco da Rússia e a Europa tem vindo a deteriorar-se nos últimos tempos. O Sberbank já tinha perdido o estatuto de banco correspondente, pelo que as suas transações ficaram limitadas na Europa. Esta decisão surgiu depois de o BCE ter alertado sobre riscos em três companhias com ligação ao banco russo, incluindo a Sberbank Europe AG.

Em comunicado, a entidade liderada por Christine Lagarde indicou que analisou o "Sberbank Europe AG e as suas duas subsidiárias na união bancária", referindo que estas entidades "estão em situação da falência ou provavelmente a falir devido à deterioração na sua situação de liquidez". Perante esta situação, o principal banco da Rússia anunciou em março que iria sair da Europa.


31.05.2022

Stoxx 600 a caminho da quarta perda mensal. Europa negoceia mista

A Europa arrancou a sessão de forma mista com o "benchmark" da região a preparar-se para fechar um quarto mês de perdas. O medo dos investidores sobre o advento de uma política monetária restritiva para combater a inflação pesou mais do que o breve sentimento positivo trazido pelos "dip buyers" – investidores que compram ações em queda.

 

O Stoxx 600 desvaloriza 0,48%, para os 444,41 pontos. Entre os 20 setores que compõe o índice de referência europeu, a tecnologia comanda as perdas enquanto o setor de "bens pessoais" lidera os ganhos, ainda que de forma ligeira.

 

Entre os principais movimentos de mercado, destaca-se a escalada de 7,7% da Unilever, depois de a empresa ter comunicado ao mercado a nomeação de Nelson Peltz como diretor não executivo e ter anunciado que o investidor ativista Trian Fund Management detém uma participação de 1,5% no capital da companhia. A empresa de bens de consumo não só está a contrariar a tendência negativa no Stoxx 600 como está a puxar pela bolsa de Londres.

 

Em maio, o "benchmark" europeu voltou a registar um mês altamente volátil, com os investidores divididos entre os "preços de saldo" de algumas ações e o medo de que o falcão do BCE sobrevoe a região provocando uma recessão. Esta terça-feira a sessão promete ser marcada pela divulgação da estimativa rápida sobre a inflação em maio na Zona Euro.

 

Nas restantes praças europeias, Lisboa valoriza 0,33%, Londres sobe 0,17% e Amesterdão ganha 0,97%. Já Madrid cai 0,43%, Milão desvaloriza 0,73%, Frankfurt derrapa 0,76% e Paris desvaloriza 0,86%.

31.05.2022

Juros aliviam na Zona Euro

Os juros estão a aliviar na Zona Euro, num dia em que os investidores antecipam a possibilidade de os bancos centrais serem obrigados a aplicar uma política monetária (ainda) mais restritiva para combater a inflação. O mercado teme que o índice de preços galope à boleia da energia, depois de Bruxelas ter acordado o embargo europeu ao petróleo russo.

 

A yield das Bunds alemãs a dez anos – "benchmark" para o mercado europeu – alivia 2,1 pontos base, mantendo-se no entanto acima da fasquia de 1% alcançada no início deste mês, mais concretamente em 1,030%.

 

Por sua vez, os juros da dívida italiana a dez anos descem 0,6 pontos base – o alívio mais tímido da Zona Euro – para 2,983% enquanto a yield das obrigações francesas com a mesma maturidade desce 1,8 pontos base para 1,542%.

 

Na Península Ibérica, a yield da dívida portuguesa a dez anos perde 1,6 pontos base, mas mantém-se acima do patamar dos 2%, mais concretamente em 2,139%.

Desde o passado dia 29 de abril que os juros das obrigações nacionais com esta maturidade estão acima de 2% e desde de 7 de fevereiro que estão acima de 1%.

 

Por fim, os juros das obrigações espanholas a dez anos aliviam também 1,6 pontos base para 2,107%.

 

 

31.05.2022

Ouro prestes a fechar segunda queda mensal. Dólar interrompe jejum de quatro dias

Todos os metais preciosos tiveram um desempenho negativo em 2021. Este ano, a platina deve valorizar.

O ouro está a caminho da segunda queda mensal, negociando na linha de água, à medida que a diminuição das medidas de confinamento na China e os comentários "falcão" de um membro da Reserva Federal norte-americana (Fed) diminuem o apetite dos investidores pelo ativo refúgio por excelência.

 

O metal amarelo segue na linha de água (0,01%) para 1.855,36 dólares a onça. Desde o início deste mês, o ouro já perdeu 2,2%, segundo as contas da Bloomberg. A prata negoceia no vermelho, enquanto platina e paládio estão a ser negociados em território positivo.

 

As autoridades do centro financeiro da China anunciaram esta semana, que as pessoas que vivem em áreas consideradas de "baixo risco" vão poder sair das zonas habitacionais, sendo que para isso, os transportes públicos vão regressar às rotinas normais.

 

Além disso, o mercado está a digerir as palavras de Christopher Waller. O membro da Fed não fecha a porta "a aumentos de 50 pontos base até que a inflação toque nos 2%".

 

No mercado cambial, o índice do dólar da Bloomberg – que compara o "green cash" com 10 divisas rivais – também reagiu ao discurso de Waller e interrompeu um jejum de quatro dias para valorizar 0,2% para 101,02 pontos. Já o euro perde 0,34% para 1,0742 dólares.

31.05.2022

Brent toca nos 124 dólares e renova máximos de três meses

O petróleo está a disparar no mercado internacional, estando o Brent a negociar na fasquia dos 124 dólares por barril, renovando máximos de março, em reação ao embargo europeu ao petróleo russo acordado esta segunda-feira em Bruxelas.

 

O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, dispara 3,70% para 119,33 dólares. Já o Brent do Mar do Norte – referência para as importações europeias— soma 1,93% e alcança os 124,02 dólares por barril renovando máximos de três meses. O crude negociado em Londres caminha para o sexto ganho mensal consecutivo, a maior sequência de subidas desde 2011, segundo os dados compilados pela Bloomberg.

 

Esta segunda-feira,  os chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE) chegaram  a acordo para um embargo ao petróleo russo, anunciou o presidente do Conselho Europeu, explicando estarem em causa dois terços das importações europeias à Rússia. Mais tarde, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, destacou que este acordo irá reduzir em cerca de 90% as importações de petróleo da Rússia pelo bloco comunitário até ao final do ano.

 

"Embora o acordo seja bastante diluído face à proposta original continua a ser favorável [ao bom desempenho do petróleo]", defendeu Warren Patterson, citado pela Bloomberg. "Se a Alemanha e a Polónia mantiverem a posição original e reduzirem a zero as importações de petróleo russo esta medida terá um impacto ainda mais siginifcativo no mercado", acrescentou o responsável pelo departamento de estratégia para o mercado das "commodities" do ING Group.

31.05.2022

Embargo europeu ao petróleo russo aponta Europa para o vermelho

Os futuros sobre os principais índices europeus apontam para um arranque de sessão no vermelho, à medida que o petróleo escala no mercado internacional aumentando o temor entre os investidores se os bancos centrais não terão de adotar uma política monetária ainda mais restritiva para conter a inflação.

 

Os futuros sobre o Euro Stoxx 50 desvalorizam 0,3%.

 

O mercado está a reagir ao embargo ao petróleo russo acordado esta segunda-feira em Bruxelas pelos líderes europeus e que irá reduzir em cerca de 90% as importações de petróleo da Rússia pelo bloco comunitário até ao final do ano.

Os investidores temem que o disparo das cotações do ouro negro e derivados (gasóleo e gasolina) possa aguçar a inflação obrigando a um endurecimento da política monetária nos bancos centrais. Esta terça-feira são divulgadas as estimativas rápidas da inflação referentes a maio da Zona Euro, Itália e França.

 

Na Ásia, a sessão encerrou de forma mista. No Japão o Nikkei caiu 0,30% e o Topix desvalorizou 0,5%. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,5% enquanto na China, em Hong Kong o tecnológico Hang Seng valorizou 0,9% e Xangai cresceu 0,8%.

 

Na sessão asiática, o mercado esteve ainda a digerir os números da produção industrial chinesa que caíram novamente em maio devido ao combate de Pequim contra a covid-19. O índice industrial de gestores de compras da China  tocou em 49,6 em maio , uma ligeira subida face à leitura de abril (47,4), mas ainda abaixo da fasquia dos 50 pontos que separa o crescimento da contração.

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