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Fecho dos mercados: Bolsas sobem, euro e petróleo não resistem

As bolsas mantiveram a tendência positiva na generalidade dos mercados europeus, excepto em Lisboa que caiu 0,72%. Uma valorização nas vésperas do referendo no Reino Unido. Se houver Brexit, o BCE diz estar preparado para mais medidas, o que castigou o euro num dia de queda nos preços do petróleo.

Bloomberg
Paulo Moutinho 21 de Junho de 2016 às 17:17
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Os mercados em números

PSI-20 caiu 0,72% para 4.631,56 pontos

Stoxx 600 subiu 0,7% para 340,04 pontos

S&P 500 valoriza 0,15% para 2.086,32 pontos

Juros da dívida a 10 anos sobem 1 ponto base para 3,168%

Euro recua 0,46% para 1,1262 dólares

Petróleo cai 2,07% para 48,35 dólares por barril

 

Bolsas sobem antes do referente

As bolsas europeias mantêm a tendência positiva, recuperando das fortes quedas perante receios de um Brexit. O Stoxx 600 somou 0,7%, para 340,04 pontos, à medida que se aproxima a data do referendo em que os britânicos vão decidir se o Reino Unido se mantém, ou não, na União Europeia. Há um optimismo crescente entre os investidores de que o resultado, que só será conhecido na sexta-feira, 24 de Junho, será de permanecer na União Europeia.

 

Enquanto a generalidade dos índices europeus avançou, com a bolsa de Amesterdão a subir até mais de 1%, Lisboa fechou no "vermelho". O PSI-20 perdeu 0,72%, pressionada pela correcção das acções do BCP, que cedeu 7,51% para 1,97 cêntimos, mas também pelo mau desempenho do sector energético. A EDP e a EDP Renováveis cederam, com a eléctrica liderada por António Mexia a perder 1,05% para 2,933 euros. A Pharol esteve suspensa devido ao pedido de recuperação judicial da Oi.

 

Dívida estável à espera do referendo

Os juros da dívida dos países da periferia da Zona Euro têm vindo a recuar com a crescente confiança de um "Remain" no referendo do Reino Unido. Contudo, numa altura em que as sondagens não mostram uma tendência definida, a "yield" das obrigações está estável. A taxa dos títulos a dez anos de Portugal subiu ligeiramente (1 ponto base) para 3,168%, enquanto a das "bunds", da Alemanha, desceu 0,1% para 0,05%. O prémio de risco da dívida portuguesa subiu, assim, ligeiramente para os 311,81 pontos.

 

Euribor toca novos mínimos

A Euribor a três meses manteve-se em -0,266%, o actual mínimo histórico, assim como a taxa a seis meses, a mais utilizada nos créditos à habitação em Portugal, que está em -0,159%. No prazo de 12 meses, por seu lado, a Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de Fevereiro, foi fixada em -0,029%, menos 0,001 pontos do que na sessão anterior. Está, assim, no valor mais baixo de sempre.

 

Draghi pressiona moeda única

Num dia em que a libra permaneceu estável, perante as sondagens inconclusivas ao referendo ao Brexit, o euro perdeu valor. A moeda única cedeu 0,46% face ao dólar, recuando para 1,1262 dólares, depois de o presidente do BCE, Mario Draghi, ter avançado que o banco central está "preparado para todas as contingências" que possam resultar de uma decisão dos eleitores britânicos de deixaram a União Europeia no referendo de quinta-feira, 23 de Junho.

 

Petróleo cai à espera das reservas

O petróleo perdeu força nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cedeu 2,07% para 48,35 dólares por barril, já o Brent, em Londres, perdeu 1,86% para 49,71 dólares. A pesar no comportamento do barril estão as reservas da matéria-prima nos Estados Unidos que serão divulgadas esta quarta-feira, 22 de Junho, mas também os receios dos investidores em torno do referendo ao Brexit.

 

Cobre recua com excesso de reservas

Além do ouro e da prata terem perdido valor nos mercados internacionais, também o cobre recuou. A cotação do metal que é considerado como o "termómetro da economia", baixou de máximos de duas semanas, cedendo 0,5% para 4.622 dólares por tonelada métrica, depois de terem sido divulgados dados que mostram que as exportações do metal pela China dispararam no último mês. As reservas de cobre na London Metal Exchange mais do que triplicaram desde Março.

 

Destaques do dia


Draghi admite mais estímulos em caso de Brexit atribulado
- O presidente do BCE diz que o banco central está "preparado para todas as contingências" que possam resultar de uma decisão dos eleitores britânicos de deixaram a União Europeia no referendo de quinta-feira.


Confiança dos investidores alemães dispara antes do referendo
- O índice ZEW que mede a confiança dos investidores e analistas alemães aumentou inesperadamente este mês, antes do referendo que vai decidir se o Reino Unido fica ou sai da União Europeia.


Marcelo: reestruturação da Caixa deve ter "amplo consenso nacional"
- O Presidente da República insistiu hoje na necessidade do plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos merecer um "amplo consenso nacional", escusando-se a comentar a realização de uma comissão de inquérito ou uma auditoria forense. 


Oi perde 15% após pedido de recuperação judicial
- A operadora, detida directa e indirectamente em 27,5% pela Pharol, irá sair dos principais índices da bolsa brasileira depois de ter avançado com o pedido de recuperação judicial para se proteger contra os credores. Perante este pedido, as acções da Oi serão excluídas dos índices de referência da bolsa brasileira. Em Portugal, as acções da Pharol estiveram suspensas pela CMVM.


Bank of America vê petróleo a cair para 40 dólares no terceiro trimestre
- Os analistas do BofA justificam a forte escalada do petróleo nas últimas semanas com factores sazonais e prevêem uma correcção para os 40 dólares por barril após o Verão.


SIBS: Mudança nos pagamentos "não tem implicações para o cliente"
- A alteração, que deriva de um regulamento europeu que teve de ser implementado, dá a possibilidade de escolher a marca com que faz o pagamento. Não é uma escolha entre crédito e débito pelo que não tem implicações para os clientes.


Preços das casas disparam e vendas atingem máximos
- Os preços das habitações em Portugal dispararam 6,9% no primeiro trimestre deste ano, num período em que o número de casas vendidas foi o mais elevado desde 2010, anunciou o INE.


Volkswagen: Fim dos carros a diesel pode estar para breve
- Matthias Müller, CEO da Volkswagen, admite que a construtora automóvel deixe em breve de produzir carros com motor a diesel. Objectivo é lançar nos próximos dez anos 30 modelos eléctricos, incluindo uma reedição da clássica carrinha "pão da forma".


O que vai acontecer amanhã

 

Juros do crédito em Portugal – Depois de revelar as vendas de casas em Portugal, o INE publica a evolução das taxas de juro implícitas no crédito à habitação. Os dados são referentes ao mês de Maio.


Confiança na Zona Euro
– O Eurostat vai revelar o índice de confiança dos consumidores da Zona Euro, em Junho. No mês anterior, o índice ficou nos -7,0 pontos, devendo, segundo os economistas consultados pela Bloomberg, manter-se no mesmo nível.


Imobiliário nos Estados Unidos
 – É revelada a evolução das vendas de casas usadas, em Maio. Ao mesmo tempo é conhecido o índice de preços da habitação na maior economia do mundo, neste caso relativamente ao mês de Abril.

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