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Europa volta aos ganhos com foco na temporada de resultados

Acompanhe aqui, minuto a minuto, o desempenho dos mercados desta quinta-feira.

bolsas mercados graficos traders
bolsas mercados graficos traders Richard Drew/AP
15 de Maio de 2025 às 17:51
Índices asiáticos voltam às perdas. Futuros europeus apontam para ligeiro recuo

Os principais índices asiáticos caíram esta quinta-feira, pela primeira vez desde a recuperação provocada pelas negociações comerciais entre os EUA e a China, numa altura em que o impulso dado pelo acordo entre as duas maiores economias mundiais começa a mostrar sinais de esgotamento.

O índice MSCI Ásia-Pacífico caiu 0,32%. Pela China, o Shanghai Composite recuou 0,68% e o Hang Seng de Hong Kong seguiu a mesma tendência e acabou por ceder 0,9%. No Japão, o Nikkei perdeu 0,89% e o Topix desvalorizou 0,88%. Já os futuros europeus do Eurostoxx 50 registaram uma ligeira descida.

No que toca ao Japão, prevê-se que os dados relativos ao PIB revelem uma contração no primeiro trimestre, com as empresas locais a serem afetadas por uma fraca despesa privada e pelo aumento das incertezas comerciais a nível mundial. No entanto, espera-se que as fortes despesas de capital possam ter compensado esta tendência.

Em mais um sinal de alívio das tensões comerciais, a China suspendeu na quarta-feira as restrições às exportações de terras raras e de outros bens e tecnologias para uso militar. A medida foi tomada na sequência de um acordo entre o país asiático e os EUA para reduzir temporariamente os direitos aduaneiros cobrados sobre os produtos uns dos outros, que terá uma duração de, pelo menos, 90 dias, afirmou o ministério do Comércio da China num comunicado.

"Acreditamos que o mercado já avaliou um certo grau de desanuviamento das tensões comerciais entre os EUA e a China", disse à Bloomberg Richard Tang, do Julius Baer. "Esperamos que o mercado chinês demore mais tempo para atingir ou ultrapassar o seu máximo de março", acrescentou o especialista.

Também apostas de que haverá menores incentivos de Pequim para aumentar o estímulo económico - após o acordo comercial com os EUA - pesam sobre o sentimento dos investidores.

Nesta altura, os mercados parecem estar à procura de novos catalisadores, depois da recente recuperação dos mercados bolsistas, numa altura em que as atenções se centram agora na possibilidade de uma nova redução das tarifas, bem como nos acordos comerciais dos EUA com outras grandes economias asiáticas.

Entre os movimentos de mercado, o grupo Alibaba fechou a sessão a perder mais de 1,30%, antes da apresentação de resultados trimestrais da tecnológica chinesa.

Petróleo recua 3% na expectativa de um acordo nuclear EUA-Irão

Os preços do petróleo seguem a recuar cerca de 3% nesta quinta-feira, 15 de maio, motivados pelas expectativas de um potencial acordo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão e com os inventários de crude norte-americano a levantar preocupações de sobreprodução. Pelas 08:24, hora de Lisboa, o Brent (de referência para a Europa) caia 3,01%, ou 1,99 dólares, para 64,10 dólares o barril. O West Texas Intermediate (referência para os Estados Unidos) recuava 3,17%, ou dois dólares, para 61,15 dólares o barril.O Irão mostrou-se disponível para aceitar um acordo com os EUA em troca do levantamento das sanções económicas, disse um alto responsável do Irão à NBC News na quarta-feira."As vendas recentes foram motivadas pelas expectativas de que um acordo nuclear entre os EUA e o Irão podem aliviar as sanções ao Irão, o que pode aliviar também o balanço entre a procura e a oferta de crude", disse Yuki Takashima, economista na Nomura Securities, citada pela Reuters.No mesmo sentido, a subida inesperada nos inventários norte-americanos também está a pesar nos preços, disse Tony Sycamore, analista da IG.

Ouro recua com mercado a esperar menos cortes da Fed

O ouro segue a cair 1,33% nesta quinta-feira, 15 de maio, depois dos sinais de que haverá menos cortes nas taxas de juros pela Fed do que o previsto anteriormente, e à medida que a redução das tensões comerciais entre os EUA e a China diminuiu a procura por ativos refúgio.

Pelas 08:48, hora de Lisboa, o ouro cedia 1,33% para 3.134,91 dólares por onça, o nível mais baixo em mais de um mês.

As 'yields' norte-americanas subiram na expectativa de que a Fed (Reserva Federal Norte-americana) vai reduzir os custos de financiamento mais tarde do que o esperado devido a uma melhoria no cenário macroeconómico, após as tréguas  comerciais entre a China e os Estados Unidos (EUA). 

O progresso nas conversações comerciais dá-se não só com a pausa nas tarifas "recíprocas", mas também com a suspensão da proibição de exportações de bens chineses para aplicação militar e civil - incluindo alguns metais raros - para 28 empresas norte-americanas.

Estes primeiros passos de entendimento entre as duas maiores economias globais reduziu o apetite dos mercados pelo ouro - ativo refúgio - e levou a uma recuperação de ativos com mais risco esta semana. 

Dólar perde com especulações de que Trump estará a tentar enfraquecer valor da "nota verde"
Dólar perde com especulações de que Trump estará a tentar enfraquecer valor da 'nota verde'

O dólar segue a desvalorizar esta quinta-feira, à medida que o won sul-coreano regista ganhos, entre especulações de que Washington estará a tentar enfraquecer o valor da "nota verde", o que, por sua vez, também deu gás a outras moedas asiáticas.

O índice de dólar da Bloomberg – que mede a força da divisa norte-americana face às principais rivais - cai a esta hora 0,25% para os 100,789 pontos.

O won segue a avançar pelo segundo dia consecutivo e sobe a esta hora 0,25% para 0,072 dólares. A divisa sul-coreana já valorizou quase 6% este ano.

"Relatórios de discussões cambiais entre os EUA e a Coreia do Sul, juntamente com sinais de que a administração Trump pode tolerar um dólar mais fraco, alimentaram o sentimento de ganho", disse à Reuters Kieran Williams, chefe da Asia FX na InTouch Capital Markets.

Ainda assim, um relatório da Bloomberg disse que os EUA não estarão a tentar enfraquecer o dólar como parte das negociações comerciais, o que ajudou a acalmar parte do nervosismo nos mercados.

O iene japonês, por sua vez, segue a ganhar terreno face ao dólar, numa altura em que a "nota verde" perde 0,61 para os 145,850 ienes.

Por cá, o euro sobe 0,21% em relação ao dólar, para 1,119 dólares, enquanto a libra avança 0,11% para os 1,329 dólares.

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro aliviam em toda a linha, numa altura em que os investidores têm virado o foco para uma maior aposta em ativos de risco com o abrandamento das tensões comerciais entre a China e os EUA. No entanto, a trégua entre as duas maiores economias mundiais parece já não estar no centro das atenções dos investidores, que procuram agora novos catalisadores.

Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 2 pontos-base, para 3,171%. Em Espanha a "yield" da dívida com o mesmo vencimento segue a mesma tendência e cai 1,8 pontos para 3,297%.

Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa decresce 1,9 pontos-base para 3,358%. Já os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, aliviam 2 pontos para 2,676%.

Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, cedem 0,4 pontos-base para 4,706%.

Europa no vermelho com foco a passar para resultados das cotadas. Ubisoft tomba 20%

Os principais índices do Velho Continente negoceiam com perdas pelo segundo dia consecutivo, com a recuperação levada a cabo pelo acordo comercial entre a China e os EUA a ser interrompida, enquanto a atenção dos investidores se volta para uma série de resultados empresariais.

O índice Stoxx 600 - de referência para a Europa – recua 0,23%, para os 542,62 pontos.

Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX regista perdas de 0,22%, o britânico FTSE 100 recua 0,29%, o francês CAC-40 perde 0,25%, o espanhol IBEX 35 desvaloriza 0,19%, o italiano FTSEMIB cede 0,44% e o holandês AEX desliza 0,51%.

Os índices bolsistas europeus recuperaram no mês passado, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado um adiamento de algumas taxas. No entanto, o índice de referência Stoxx 600 ficou atrás dos congéneres norte-americano esta semana, com a trégua comercial entre as duas maiores economias mundiais a atrair os investidores para os ativos de risco dos EUA.

O Stoxx 600 está agora cerca de 4% abaixo do seu máximo histórico atingido em março deste ano. "Os investidores estão à procura do próximo catalisador para fazer subir os mercados", disse à Bloomberg Joachim Klement do Panmure Liberum. "Por agora, pensamos que é demasiado cedo para vender, mas estamos a viver num mundo de otimismo máximo em relação aos acordos comerciais e às reduções fiscais. E este otimismo não tem fundamento a médio prazo", acrescentou o especialista.

As cotadas do setor da energia cedem 2,4%, à medida que se regista uma queda acentuada do petróleo na sequência de um relatório citado pela Bloomberg que mostra que o Irão estará disposto a renunciar às armas nucleares num acordo com os EUA, em troca de um alívio nas sanções.

Para além disso, os recursos naturais (-1,65%) e os serviços financeiros (-0,88%) também seguem pressionados esta manhã. Já as "utilities" (+0,72%) e o setor alimentar (+0,59%) registam os maiores avanços.

Entre os movimentos do mercado, destaque para a Ubisoft Entertainment tomba quase 20%, depois de a produtora de videojogos ter reportado resultados abaixo das expectativas do mercado para o ano fiscal 2024-2025, com uma queda de 20,5% nas reservas líquidas em comparação ao ano anterior, refletindo parcerias mais fracas e intensa competição no setor, de acordo com a Investing.com.

Euribor desce a três meses e sobe a seis e a 12 meses

A Euribor desceu hoje a três meses e subiu para o mesmo valor a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que baixou para 2,127%, ficou abaixo da taxa a seis e a 12 meses (ambas 2,161%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,161%, mais 0,005 pontos.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a março indicam que a Euribor a seis meses representava 37,65% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 32,39% e 25,67%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, ao ser fixada também em 2,161%, mais 0,001 pontos do que na quarta-feira.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses, que está abaixo de 2,5% desde 14 de março passado, recuou hoje, para 2,127%, menos 0,015 pontos.

Em abril, as médias mensais da Euribor caíram fortemente nos três prazos, mais intensamente do que nos meses anteriores e no prazo mais longo (12 meses).

A média da Euribor a três, seis e a 12 meses em abril desceu 0,193 pontos para 2,249% a três meses, 0,183 pontos para 2,202% a seis meses e 0,255 pontos para 2,143% a 12 meses.

Em 17 de abril, na última reunião de política monetária, o Banco Central Europeu (BCE) desceu a taxa diretora em um quarto de ponto para 2,25%.

A descida, antecipada pelos mercados, foi a sétima desde que o BCE iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 05 e 06 de junho em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa

Euforia acalma e Wall Street negoceia no vermelho. UnitedHealth afunda 17%
Euforia acalma e Wall Street negoceia no vermelho. UnitedHealth afunda 17%

As principais bolsas norte-americanas arrancaram a sessão com algumas perdas, à medida que o mercado adota alguma cautela após o "rally" provocado pelo acordo comercial entre os EUA e a China, ao mesmo tempo que avalia os dados das vendas do retalho, o índice de preços no produtor e mais resultados trimestrais das empresas norte-americanas.

O crescimento das vendas do retalho dos EUA desacelerou em abril, enquanto o relatório do Departamento do Trabalho revelou que o índice de preços no produtor para a procura caiu 0,5% no mesmo mês, mais do que a previsão dos economistas, que antecipavam uma queda de 0,2%.

Os dados não parecem suficientes para mudar a perspetiva da Reserva Federal, acreditam os especialistas consultados pela Reuters. Em declarações esta quinta-feira, o presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, disse que o banco central precisava de reconsiderar os principais elementos relacionados com o emprego e a inflação na atual abordagem de política monetária.

O S&P 500 perde a esta hora 0,24% para 5.878,34 pontos, o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,43% para 19.064,03 pontos e o industrial Dow Jones cede 0,38% para 41.871,31 pontos. 

Entre os principais movimentos empresariais, o destaque vai para a UnitedHealth, que mergulha 17% após o Departamento de Justiça dos EUA ter aberto uma investigação criminal sobre a empresa por possível fraude na Medicare. A seguradora afirmou não ter sido informada sobre a investigação criminal por promotores federais.

Já a Walmart cede 5% depois de anunciar que terá de aumentar os preços ainda este mês devido ao impacto das tarifas, mesmo com as vendas a superar as expectativas no primeiro trimestre. 

Em contraciclo, a Cisco Systems ganha 5% depois de ter aumentado as previsões anuais e ter nomeado Mark Patterson como novo CFO.

Também a Foot Locker escala 82% após a rival Dick's Sporting Goods ter chegado a acordo para adquirir a retalhista por 2,4 mil milhões de dólares.

Possível acordo nuclear entre EUA e Irão afunda petróleo
Possível acordo nuclear entre EUA e Irão afunda petróleo

A expectativa de um acordo nuclear entre os EUA e o Irão está a pressionar os preços do petróleo nos mercados internacionais pelo segundo dia consecutivo, um movimento que poderá resultar em mais entrada de "ouro negro" no mercado, já a caminho de um excesso de oferta.

O Brent, de referência para a Europa, cede 2,53% para 64,42 dólares o barril, enquanto o West Texas Intermediate, de referência para os Estados Unidos, recua 3,07% para 61,15 dólares o barril.

Se já existiam receios de um excesso da matéria-prima depois de a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) ter retomado a produção antecipadamente, a nuvem fica ainda mais negra depois de o Presidente dos EUA ter afirmando hoje que os dois países estão "perto de um acordo". 

O acordo prevê que a Casa Branca levante algumas restrições ao Irão. Caso todas sejam levantadas, os analistas estimam que possam entrar no mercado 300 mil a 400 mil barris por dia vindos do Teerão.

A data e o local da reunião oficial ainda não foram decididos. "Em menos de 24 horas, a narrativa passou da imposição de novas sanções ao Irão por parte dos EUA para a especulação crescente de que um avanço diplomático pode estar ao alcance", afirmou Arne Lohmann Rasmussen, analista da A/S Global Risk Management, à Bloomberg.

"Neste contexto, com as perspetivas de oferta a superarem a procura, os preços do petróleo poderão continuar sob pressão no curto prazo", disse Ricardo Evangelista, CEO da ActivTraders Europa, numa nota que o Negócios teve acesso. 

Para agravar o sentimento negativo, a Agência Internacional da Energia afirmou que prevê que o crescimento do consumo mundial abrande durante o resto do ano, uma vez que a incerteza comercial exerce pressão sobre a procura.

Os preços continuam a cair cerca de 13% desde o início do ano, graças ao duplo impacto das incertezas comerciais e dos aumentos mais rápidos do que o previsto da produção da OPEP+.

Putin falha negociações e investidores temem incerteza. Ouro sobe 1%
Putin falha negociações e investidores temem incerteza. Ouro sobe 1%

Os preços do ouro estão a recuperar das perdas registadas esta semana, numa altura em que os investidores temem que o facto de Vladimir Putin não estar presente para negociações com a Ucrânia adie os progressos para um acordo de paz e agrave o sentimento de incerteza nos conflitos geopolíticos. Assim, a procura por ativos-refúgio volta a registar aumentos. 

O metal amarelo sobe 1,02% para 3.209,59 dólares por onça, menos 300 dólares do recorde atingido em abril. Ainda assim, valorizou 21% desde o início do ano.

A dar alento aos preços estão ainda os últimos dados da economia norte-americana, que mostraram uma desaceleração das vendas no retalho e uma queda no índice de preços no produtor em abril.

Os relatórios podem dar motivos à Reserva Federal para abrir portas a mais cortes nas taxas de juro, o que está a pressionar o dólar, tornando o ouro mais barato para compra. O mercado prevê uma descida da Fed em setembro.

Do lado dos analistas, consultados pela Bloomberg, há quem espere que o metal amarelo recue para uma média de 2.950 dólares por onça.

Dólar perde terreno após vendas no retalho em abril desacelerarem
Dólar perde terreno após vendas no retalho em abril desacelerarem

O dólar norte-americano negoceia com algumas perdas face aos principais pares, depois de os dados da economia dos EUA não terem impressionado o mercado, que acredita agora que a Reserva Federal possa cortar mais vezes os juros este ano.

O crescimento das vendas do retalho dos EUA desacelerou em abril, após as vendas de março terem sido revistas em alta de 1,7% e deveu-se, em parte, às compras de produts como automóveis, antecipadas antes do anúncio de tarifas feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a 2 de abril.

Já o relatório do Departamento do Trabalho revelou que o índice de preços no produtor para a procura caiu 0,5% no mesmo mês, mais do que a previsão dos economistas, que antecipavam uma queda de 0,2%.

Assim, o euro sobe ligeiros 0,05% para 1,1181 dólares, isto depois de o Eurostat ter revelado que, afinal, a economia da Zona Euro cresceu menos do que o apontado anteriormente, para 0,3% do PIB.

Face à divisa nipónica, o dólar recua 0,65% para 145,80 ienes. Também a libra ganha 0,18% para 1,3287 dólares. Já o índice de força da nota verde da Bloomberg perde 0,12% para 100,9220 pontos.

"São as tarifas, mas também a fraqueza subjacente entre os consumidores americanos neste momento, e o segundo trimestre será um trimestre fraco para o crescimento, visto que entramos com um sentimento pessimista e muita incerteza em relação às políticas comerciais. Esse assunto ainda não está completamente resolvido, apesar do progresso com a China no último fim de semana", considerou Thierry Wizman, da Macquarie, à Reuters.

Juros aliviam de forma significativa na Zona Euro. Economia dos EUA centra atenções

Os juros da dívida soberana da Zona Euro desceram de forma significativa esta quinta-feira, uma vez que uma nova série de dados económicos dos EUA deu sinais de um abrandamento da atividade económica e da inflação.

A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos aliviou em 8 pontos base, para os 3,111%, enquanto no país vizinho os juros desceram 8,2 pontos, até aos 3,233%.

A rendibilidade das "bunds" alemãs cedeu 7,7 pontos base, para 2,619%, enquanto em França a "yield" caiu 8,5 pontos para 3,291%. Em Itália, a descida foi de 8,4 pontos, até aos 3,624%.

Fora da área da moeda única, a "yield" das "gilts" britânicas aliviou em 5,2 pontos base, para os 4,658%. 

Europa volta aos ganhos com foco na temporada de resultados
Europa volta aos ganhos com foco na temporada de resultados

As principais bolsas europeias terminaram a sessão no verde, à exceção de Amsterdão, num momento em que as atenções dos investidores vão para os resultados empresariais das grandes cotadas do bloco e para a economia norte-americana, que poderá mudar o rumo da política monetária decidida pela Reserva Federal. 

Os preços pagos aos produtores norte-americanos diminuíram inesperadamente em abril, na maior descida em cinco anos, o que reflete uma queda nas margens. Já um outro relatório revelou que as vendas no retalho quase não aumentaram em abrli. Os dados abrem a porta a mais cortes de juros por parte da Fed: os "traders" estão agora a prever duas descidas até dezembro. 

O índice de referência para o bloco europeu voltou esta semana a ficar atrás das ações dos EUA, uma vez que a trégua comercial entre os EUA e a China fez com que os investidores voltassem aos ativos em Wall Street. 

A 3% do recorde atingido em março, o Stoxx 600 avançou 0,56% para 546,95 pontos, com os setores das telecomunicações e "utilities" a subirem 2%. A travar maiores ganhos estiveram as ações ligadas ao setor automóvel e da energia, que cederam quase 1%.

"Os investidores estão à procura do próximo catalisador para fazer subir os mercados", disse Joachim Klement, estratega do Panmure Liberum, à Bloomberg. "Por agora, consideramos que é demasiado cedo para vender, mas estamos a viver num mundo de otimismo máximo em relação aos acordos comerciais e às reduções fiscais. E este otimismo poderá ser infundado a médio prazo", acrescentou.

Entre as principais praças europeias, o alemão Dax ganhou 0,72%, Madrid somou 0,65%, Paris cresceu 0,21%, enquanto Milão valorizou 0,15%, Londres somou 0,57%. Em contraciclo, Amesterdão perdeu ligeiros 0,03%. 

Já nas manchetes empresariais, a SAP avançou 2% e a Hensoldt somou ganhos acima de 8%. Nas telecomunicações, a Deutsche Telekom somou quase 3% depois de os lucros do primeiro trimestre terem superado as estimativas, demonstrando a resiliência do negócio da operadora no seu mercado interno - a Alemanha.

Já as ações das energéticas cederam, acompanhando os preços do petróleo nos mercados internacionais, depois de o Presidente dos EUA ter adiantado que um acordo nuclear com o Irão poderá estar próximo, o que pode resultar em mais entrada de crude no mercado. A Shell perdeu 2%, a BP 4% e a TotalEnergies pouco mais de 1%. 

Ainda do lado das quedas, a Ubisoft Entertainment, a criadora de videojogos como o Assassin's Creed, afundou-se 18%, após prever uma estabilidade nas vendas nos próximos meses. Já as ações da Salvatore Ferragamo caíram 3,1%, uma vez que alertou para um ambiente comercial "pouco favorável" em abril, com as perspetivas económicas a pesarem sobre a confiança dos clientes.

A Allianz e a Siemens também caíram cerca de 1% cada após os resultados, que não impressionaram o mercado.

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