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Ao minuto31.07.2020

Europa recua com PIB na Zona Euro a registar queda histórica. Apple, Amazon e Facebook dão brilho a Wall Street

Acompanhe aqui o dia dos mercados.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 31 de Julho de 2020 às 17:30
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31.07.2020

Euro cede mas ganha mais de 1% na semana face ao dólar

O euro seguia com uma ligeira quebra face à divisa norte-americana esta sexta-feira, mas a moeda única europeia acumulou ganhos de mais de 1% esta semana.

O euro cedia hoje 0,57% perante a "nota verde", cotando nos 1,1779 dólares. Mas em termos semanais, a moeda da Zona Euro avança 1,05%.

O dólar tem estado sob pressão e viu hoje o euro atingir máximos de cerca de dois anos, ao tocar os 1,1909 dólares, antes de recuar após serem divulgadas as quebras no PIB da zona euro no segundo trimestre.

31.07.2020

Ouro a caminho de melhor ganho mensal em oito anos e meio

O metal amarelo segue a negociar em alta, continuando a capitalizar o seu estatuto de valor-refúgio.

 

O ouro a pronto (spot) segue a somar 0,80% para 1.975,10 dólares por onça em Londres, e o contrato de futuros (de setembro) negociado no mercado nova-iorquino (Comex) avança 1,5% para 1.970,80 dólares.

 

Na terça-feira, as cotações do spot atingiram um máximo histórico de 1.980,57 dólares por onça.

 

O metal amarelo está a caminho da melhor valorização mensal desde janeiro de 2012, a subir cerca de 11%, sustentado pela corrida dos investidores aos investimentos seguros.

 

O forte aumento do número de casos de coronavírus em todo o mundo tem intensificado o clima de incerteza em torno de uma retoma económica, o que leva o ouro a ser mais procurado como valor-refúgio.

 

Também a prata soma e segue, estando a caminho de estabelecer o seu melhor mês de sempre (desde que estes registos começaram a ser compilados, em 1982), com um ganho de 34%, a ser beneficiada pela expectativa de uma retoma da atividade industrial.

31.07.2020

Europa recua com PIB na Zona Euro a registar queda histórica

As principais praças europeias terminaram a sessão em queda, num dia marcado pela divulgação do PIB (produto interno bruto) da região. 

O Stoxx 600 - índice que agrupa as 600 maiores cotadas da região - recuou 0,89% para os 356,33 pontos, com todos os índices do "velho continente" em território negativo. 

A economia da Zona Euro encolheu 15% no segundo trimestre deste ano, em termos homólogos, o que representa a maior contração de sempre do PIB (produto interno bruto) da região desde que há registo, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat.

Esta queda histórica, com comparação anual, foi ainda superior ao que estava a ser estimado (-14,5%) e compara com a contração homóloga de 3,1% registada nos três meses anteriores. Segundo o relatório da estimativa rápida preliminar da instituição de estatística da União Europeia, foi mesmo a maior queda desde que os registos começaram a ser efetuados, em 1995. 

Ontem, nos Estados Unidos, soube-se que o PIB do país tinha registado uma quebra de 32,9% a um ritmo anual. Apesar da descida inédita, os economistas esperavam ainda pior, apontando para uma contração de 34,5%.

Depois do fecho de Wall Street, o clã das gigantes de tecnologia (Facebook, Alphabet, Amazon e Apple) apresentaram resultados que excederam as expectativas dos investidores, travando maiores quedas na sessão de hoje.

31.07.2020

Juros da Zona Euro sobem. Espanha cai abaixo de Portugal

Os juros da Zona Euro terminaram a última sessão da semana em alta, com a taxa de referência da Alemanha a subir 1 ponto base para os -0,534%.

Na Península Ibérica, a disputa entre os juros portugueses e espanhóis continua, com a "yield" espanhola a situar-se abaixo da portuguesa novamente, nos 0,328%.

A taxa portuguesa regista uma subida maior no dia de hoje (+2,1 pontos base) para os 0,335%.

Em Itália, os juros transalpinos subiram 4,2 pontos base para os 1,010%. 

31.07.2020

Fraqueza do dólar anima petróleo

As cotações do "ouro negro" seguem em terreno positivo nos principais mercados internacionais.

 

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, para entrega em setembro ganha 0,33% para 40,05 dólares por barril.

 

Já o contrato de setembro do Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, avança 0,68% para 43,23 dólares.

 

Os preços seguem a caminho de ganhos mensais (o quarto consecutivo no caso do Brent e o terceio no caso do WTI), a beneficiarem da depreciação do dólar, que continua a ser pressionado pelos receios em torno da economia norte-americana – depois de a pandemia ter levado o PIB do segundo trimestre a encolher 32,9%, segundo a primeira estimativa do Departamento do Comércio, sendo a maior queda desde que o governo começou a compilar estes dados, em 1947.

 

O aumento dos casos de coronavírus em todo o mundo ameaça a retoma da procura de combustível, e isto numa altura em que os principais produtores de petróleo vão colocar mais crude no mercado – já que os membros da OPEP+ acordaram em reduzir o seu esforço de corte da produção a partir de 1 de agosto, ou seja, já amanhã.

 

Os investidores normalmente usam matérias-primas denominadas em dólares como ativos de refúgio quando a moeda norte-americana se debilita, uma vez que ficam mais atrativos.

 

"Os estímulos globais e o dólar mais fraco continuarão a sustentar os preços do crude, já que o petróleo é historicamente visto como uma cobertura contra a inflação", comentou à Reuters o CEO da consultora Oilytics, Keshav Lohiya.

31.07.2020

Tecnológicas sustentam Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico abriram em alta, impulsionadas sobretudo pelo bom desempenho das tecnológicas.

 

O Dow Jones segue a somar 0,07% para 26.331,53 pontos e o Standard & Poor’s 500 avança 0,43% para 3.260,05 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valoriza 1,36% para 10.732,31 pontos.

 

As gigantes tecnológicas Apple, Amazon e Facebook reportaram ontem, já depois do fecho da sessão em Wall Street, resultados trimestrais acima das expectativas, o que está a ajudar a afastar algum nervosismo dos investidores.

 

A Apple segue a negociar em máximos históricos, a escalar 5,08% para 404,29 dólares, depois de as receitas do seu terceiro trimestre fiscal terem aumentado em todas as linhas de produto e em todas as geografias.

 

a Amazon pula 4,26% após ter reportado os maiores lucros dos seus 26 anos de história, ao passo que o Facebook dispara 7,52% depois de anunciar receitas acima do esperado.

 

Em contraciclo, a Alphabet (dona da Google) cai 4,45% depois de as suas vendas trimestrais terem caído pela primeira vez nos seus 16 anos de empresa cotada.

31.07.2020

Petróleo faz quatro meses em linha no verde

O petróleo prepara-se para fechar o quarto mês seguido de subidas. Contudo, o perigo "espreita", numa altura em que o cartel dos grandes exportadores está a considerar voltar a aumentar os níveis de produção.

O barril de Brent, que é negociado em Londres e serve de referência para a Europa, avança 1,05% para os 43,39 euros. No conjunto do mês, a valorização é de 5,44% - a subida mais fraca desde abril.

As cotações da matéria-prima têm-se suportado nos cortes históricos implementados pelos membros da Organização de Países Exportadores de petróleo (OPEP), mas há riscos no horizonte: os mesmos produtores estão a considerar voltar a subir os níveis de produção, numa altura em que a pandemia de covid-19 não só não está controlada como está a ser protagonista de novas ondas de infeções um pouco por todo o mundo. Este ressurgimento do vírus poderá afetar de novo a procura por esta matéria-prima e acrescentar pressão do lado da procura, à qual se pode juntar agora a pressão da oferta.

Os planos da OPEP passam por acrescentar 1,5 milhões de barris diários por dia já no próximo mês, contrariando os cortes de quase 10% que estão agora em vigor.

31.07.2020

Ouro prepara melhor mês em quatro anos

O ouro está prestes a fechar o mês com os ganhos mais fortes dos últimos quatro anos, apoiando-se na recente fraqueza do dólar.

Este metal segue a somar 0,96% para os 1.975,38 dólares por onça, o que significa que, nas últimas 15 sessões, o ouro caiu apenas em duas delas. Desta forma, o ouro toca num novo máximo de sempre e, olhando ao mês, regista uma subida de 10,93%, a maior desde 2016.

Desde o início de 2020, o salto deste metal precioso já conta uma valorização de quase 30%. A manter a tendência, deverá assistir-se à maior subida anual numa década.

"Ainda sobra imenso potencial de subida neste rally" defende o Australia & New Zealand Banking Group, em declarações à Bloomberg. Isto, justifica a mesma entidade, porque é "provável" que as políticas expansionistas dos bancos centrais se mantenham, que os juros das obrigações continuem baixos e que a inflação suba, pelo que o dólar deverá manter-se "fraco".

31.07.2020

Europa resiste a quebras históricas do PIB e soma pelo quarto mês

As principais praças europeias alinham-se no verde depois de na última sessão terem cedido às más perspetivas patentes no produto interno bruto norte-americano, que caiu mais do que nunca no último trimestre.

Dados estão a surgir um pouco por toda a Europa: ontem foi a vez de o Instituto Nacional de Estatística português ter revelado também a maior quebra de sempre do PIB nacional e a história repete-se hoje em Espanha e França, que já divulgaram resultados semelhantes.

Apesar do panorama macroeconómico apresentar um acumular de preocupações, os investidores estão a agarrar-se aos resultados das empresas tecnológicas, que têm surpreendido muito pela positiva. Apple, Facebook e Amazon apresentaram lucros que superaram todas as expectativas dos analistas – e, neste último caso, os lucros foram mesmo cerca de sete vezes acima do esperado.

Desta forma, o Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas da Europa, está a avançar 0,69% para os 361,99 pontos. Entre as principais praças, os ganhos estão acima de 0,5%. No balanço do mês, a subida para o Stoxx600 é de 0,46% - a mais fraca dos últimos quatro meses mas, ainda assim, a quarta presença mensal em terreno positivo.

31.07.2020

Juros de Portugal renovam mínimos de março

As taxas de juro da dívida soberana europeia seguem com variações ligeiras numa altura em que os investidores estão de olhos postos no Eurostat, que pelas 10h00 vai divulgar a estimativa rápida para o PIB do segundo trimestre e para a inflação de julho na Zona Euro.

A "yield" das obrigações portuguesas a 10 anos cede 0,3 pontos base para 0,31% e já fixou um novo mínimo desde 9 de março deste ano. Nas obrigações espanholas a taxa sobe 0,1 pontos base para 0,31% e nos títulos alemães também avançam 0,1 pontos base para -0,54%.

31.07.2020

Euro avança para máximos de 2018 acima de 1,19 dólares

A moeda europeia segue imparável na valorização face à moeda norte-americana, tendo já tocado em máximos de mais de dois anos.

O euro valorizou 0,52% para 1,1909 dólares, o que corresponde a um máximo de maio de 2018.

Nas últimas 16 sessões o euro só em duas perdeu terreno face ao dólar, estando a aproveitar a fraqueza da moeda norte-americana, que tem perdido valor para as principais divisas mundiais devido às perspetivas mais sombrias para a sua economia e crescimento acelerado dos casos de covid-19 no país.

O Governo norte-americano revelou ontem que o PIB dos EUA registou uma quebra histórica 32,9% (ritmo anual) no segundo trimestre. Mas na Europa os números também são negros. Espanha e França já anunciaram quedas sem precedentes no PIB e pelas 10h00 o Eurostat deverá fazer o mesmo em relação à Zona Euro. Os economistas da Bloomberg antecipam uma queda de 12% para o conjunto da zona euro.

31.07.2020

Tecnológicas devolvem brilho às bolsas mas ainda é ténue

As bolsas saíram do pequeno precipício da sessão de ontem, durante a qual a maior queda da história do produto interno bruto (PIB) americano deitou abaixo o otimismo. As grandes tecnológicas impressionaram com os resultados trimestrais e emprestaram o brilho aos mercados, embora o sentimento, globalmente, seja ainda misto.

A Apple, Amazon e Facebook dispararam na pós-negociação, depois de terem apresentado resultados trimestrais que superaram – em alguns casos, em muito – as expectativas dos analistas. O sucesso mais flagrante foi da Amazon, cujos lucros de 10,3 dólares por ação foram quase sete vezes superiores ao que era esperado. A tecnológica liderada por Tim Cook também agradou com um crescimento das vendas em todas as linhas de produto, traduzindo-se em lucros de 11,25 mil milhões de dólares. Por fim, o Facebook registou um aumento homólogo do resultado líquido de 98%, para 5,178 mil milhões de dólares.

Ainda assim, tanto nos Estados Unidos como na Europa, para já, os futuros apontam para movimentos muito ligeiros – no primeiro caso, para cima, no segundo, em trajetória descendente.  

Já no Japão e na Austrália o registo foi negativo, com Tóquio a atingir um número diário recorde de infeções de covid-19 e Melbourne a anunciar que as medidas de contenção do vírus podem apertar. Na China e em Hong Kong, os títulos oscilaram sem particular convicção em qualquer uma das direções.

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