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Benfica arrecada 50 milhões de euros com emissão de obrigações

A SAD do Benfica aumentou o valor inicial da emissão de 35 para 50 milhões de euros. A SAD das "águias" já encaixou 410 milhões de euros em dez emissões de obrigações.

Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 13 de Julho de 2020 às 16:39
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A Benfica SAD colocou na totalidade a emissão de obrigações a três anos no valor de 50 milhões de euros, conforme foi esta segunda-feira revelado na sessão de apresentação dos resultados da oferta pública de subscrição.

A procura superou a oferta em 1,4 vezes, atingindo um montante de cerca de 69,5 milhões de euros.

A emissão, que decorreu de 29 de junho a 10 de julho, oferece uma taxa de juro anual fixa de 4%, sendo que o montante mínimo de subscrição foi fixado em 300 obrigações, o que corresponde a 1.500 euros.

Segundo a SAD, o encaixe financeiro líquido da operação, deduzindo os custos com comissões, impostos, consultoria e publicidade, entre outros, será de 48,4 milhões de euros.

Esta foi a décima operação de emissão de dívida da SAD do Benfica, que no total angariou 410 milhões de euros no mercado através destes instrumentos.

No total, foram 3.688 os investidores a subscreverem as obrigações das "águias". A grande maioria (63,1%) subscreveu montantes entre os 1.500 e os 5.000 euros. Houve ainda 404 que subscreveram entre 5.005 e 10.000 euros, 829 a investir entre 10.005 e 50.000 euros e 128 investidores que aplicaram mais de 50 mil euros.


Emissão foi um "acto de coragem"
Domingos Soares de Oliveira classificou a emissão obrigacionista da SAD do Benfica como "um acto de coragem".

O administrador argumentou que "não havia, certamente, muitas entidades com vontade e confiança para avançar para uma operação deste tipo". E, acrescentou, "o adiar de reembolso por um emitente [a FC Porto SAD] podia criar alguma insegurança adicional no mercado".

"Mas, não foi isso que assistimos. A resposta logo no primeiro dia permitiu-nos confirmar que os investidores mantinham a confiança na SAD", disse. "Tivemos quase 3.700 investidores, na maioria dos casos, diria, são pessoas que têm investido com regularidade nas emissões da SAD e que têm sido recompensadas", frisou.

Soares de Oliveira assinalou que a emissão, e mesmo o reforço do valor inicial, é "um movimento claramente de antecipação". "Continuamos a ter uma situação de tesouraria boa e sã. O Benfica terá capacidade para fazer investimento, se for esse o desejo. Quisemos garantir que poderemos enfrentar os cenários mais adversos".

Aliás, o administrador explicou os motivos para o reforço do montante da operação. "Nós fomos prudentes no valor que definimos inicialmente e ponderámos o facto de podermos ter aqui um reforço adicional. Dá-nos uma folga adicional relativamente à próxima época desportiva". 

Soares de Oliveira garantiu ainda que não está prevista uma nova emissão obrigacionista este ano.



(Notícia atualizada)
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