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Benfica avança com emissão de 35 milhões em obrigações com juro de 4%

  A SAD do Benfica arranca dentro de dias com mais um empréstimo obrigacionista. A taxa de juro é superior à oferecida no ano passado.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 20 de Junho de 2020 às 19:02
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A Benfica SAD vai avançar com o 10.º empréstimo obrigacionista da sua história, numa operação que para já prevê a emissão de 35 milhões de euros, com uma taxa de juro bruta de 4%.

 

A informação consta do prospeto da oferta pública de subscrição (OPS) das obrigações Benfica SAD 2020 – 2023, que foi aprovado pelo regulador na sexta-feira, 19 de junho, e publicado no seu site.

 

A cotada pretende emitir 7 milhões de obrigações, com o valor de 5 euros cada uma, sendo que o valor da emissão poderá ainda ser aumentado e o investimento mínimo é de 1.500 euros (300 obrigações).

 

A SAD do clube liderado por Luís Filipe Vieira mantém assim a estratégia de financiar-se através dos investidores particulares de retalho, sobretudo desde que reduziu a exposição ao setor bancário depois do colapso do BES. A Benfica SAD tem efetuado empréstimos obrigacionistas todos os anos, sendo que o encaixe é sobretudo utilizado para reembolsar os investidores que têm obrigações que vencem nesse ano.

 

A emissão que vai agora ser lançada tem o mesmo propósito, pois visa "o reforço de liquidez na sequência do reembolso do empréstimo obrigacionista denominado Benfica SAD 2017-2020 e para o desenvolvimento da sua atividade corrente". Em abril deste ano chegou à maturidade o empréstimo obrigacionista lançado em 2017 no valor de 60 milhões de euros, sendo que o valor vivo desta emissão era já mais reduzido (48,4 milhões de euros) devido a uma oferta pública de troca realizada o ano passado.

 

Em 2019 a Benfica SAD emitiu 40 milhões de euros, colocados junto de cerca de 5 mil investidores, tendo pago uma taxa de juro bruta de 3,75%, que foi a mais baixa de sempre na história das nove emissões concretizadas até hoje. Agora a taxa de juro é ligeiramente superior, regressando aos 4% já oferecidos pela Benfica SAD noutros anos.

 

As obrigações que a SAD vai agora lançar pagam um juro semestral (15 de janeiro e 15 de julho de cada ano), sendo que de acordo com os valores que a cotada coloca no prospeto, a taxa de juro líquida de impostos é de 2,895389%.

 

A oferta arranca a 29 de junho e termina a 10 de julho, sendo que as ordens dos investidores podem ser revogadas ou alteradas até ao último dia.

 

A SAD liderada por Luís Filipe Vieira já angariou 348 milhões de euros na bolsa de Lisboa através de nove emissões de obrigações (a primeira aconteceu em 2004). Agora procura mais 35 milhões, sendo que poderá elevar o valor em função da procura dos investidores, tal como já fez nas emissões passadas. A data limite é de 8 de julho.

 

O encaixe líquido é estimado pelo Benfica em 33,8 milhões de euros, uma vez que ao total será deduzido o valor das comissões de organização e coordenação global, de colocação e respetivos impostos no montante de 955.500 euros, bem como custos com consultores, auditores e publicidade, no montante agregado de aproximadamente 210.000  euros, além de outros custos mais reduzidos com CMVM, Interbolsa e Euronext.

 

Se a oferta superar a procura, será privilegiado o cumprimento das ordens até 5 mil euros, havendo depois lugar, caso necessário, a outras regras de rateio.

 

O Haitong é o banco coordenador da oferta. Os bancos colocadores são vários:  Banco Activobank, Banco Comercial Português, Banco Invest, Banco L.J. Carregosa, BEST,  Caixa – Banco de Investimento, Caixa Central – Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, Caixa Económica Montepio Geral, Caixa Económica Bancária, Caixa Geral de Depósitos e Haitong Bank.

 

A Sporting SAD realizou uma emissão obrigacionista em novembro de 2018, mas não conseguiu colocar os 30 milhões previstos, tendo sido subscritos apenas 26,16 milhões de euros. Nesse ano, o ataque à Academia de Alcochete obrigou a cotada a adiar o reembolso duma emissão que vencia em junho. Este ano, devido aos efeitos da pandemia, a SAD do Futebol Clube do Porto também pediu o adiamento por um ano do reembolso das obrigações que chegavam à maturidade este ano.

 

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