Alexandre Real
Alexandre Real 23 de abril de 2019 às 20:02

Assédio digital, separação entre vida privada e profissional

Se as empresas não podem enviar e-mails fora das horas de expediente porque invadem a vida privada, também os colaboradores não poderão enviar e-mails para resolver assuntos pessoais no horário de trabalho.

Uma empresa enviar um e-mail ao seu colaborador às 19h30m, brevemente poderá ser ilegal.

 

No ambiente político português, já há manifestações para ilegalizar o envio de correspondência eletrónica por parte das entidades patronais fora do horário de expediente.

 

A pressão para que haja uma separação entre a vida pessoal e profissional é cada vez maior.

 

Será que podemos separar a vida privada e a vida profissional?

 

Esta divisão é contranatura, se estamos bem a nível pessoal proporcionalmente estamos mais felizes e produtivos e o contrário também se passa. O trabalho faz parte da nossa realização pessoal.

 

Se as empresas não podem enviar e-mails fora das horas de expediente porque invadem a vida privada, também os colaboradores não poderão enviar e-mails para resolver assuntos pessoais no horário de trabalho. E será que um/a colaborador/a pode atender uma chamada privada enquanto está no trabalho? E se o/a colaborador/a precisar de sair mais cedo para ir a uma consulta com o seu filho, e por sua conveniência desejar consultar e enviar um e-mail para a sua empresa fora do seu horário?

 

Quando falamos nestes movimentos legislativos, estamos a castrar a nossa liberdade, e não estamos a investir onde devíamos.

 

Os abusos por parte de algumas entidades patronais surgem porque quem está à frente das mesmas são pessoas mal formadas a nível empresarial e enquanto cidadãos/ãs, que não são dotados dos mais elementares princípios cívicos. Mas também os colaboradores/as que se deixam abusar também detém uma medíocre formação cívica e empresarial, pois ao serem abusados não são bons colaboradores/as, ao estarem sempre online a sua produtividade será certamente mais baixa e a isso chama-se negligência.

 

Antes de leis restritivas, prefiro bons empresários e cidadãos com princípios, que façam uso livremente da sua vontade.  

 

Empresário

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