Cinco notas avulsas sobre as presidenciais
Estas presidenciais, as primeiras sem um candidato “natural”, tinham tudo para refletir a fragmentação da direita maioritária, a fragilidade da esquerda e as dificuldades do bipartidarismo. Assim está a ser.
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Fragmentação. Estas presidenciais, as primeiras sem um candidato “natural” — como foram Eanes, Soares, Sampaio, Cavaco e Marcelo — tinham tudo para refletir a fragmentação da direita maioritária, a fragilidade da esquerda e as dificuldades do bipartidarismo. Assim está a ser. As sondagens sugerem que a primeira volta é um concurso para apurar quem disputará uma segunda — pela primeira vez em 40 anos — com o líder do bloco da direita radical. Para a esquerda, como para a direita que não vota em André Ventura, os sinais impelem mobilizações para evitar dois desfechos: uma segunda volta entre Ventura e Cotrim (ou Marques Mendes) ou entre Ventura e António José Seguro. Para muitos, nos dois lados do espetro, há aqui sapos difíceis de engolir. Não admira que Cotrim, Mendes e Seguro dramatizem o apelo ao voto estratégico. A incerteza é alta.
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