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Em Portugal, cresceu o uso do rótulo “business school” como posicionamento. A diferença está na cultura e na exigência. Uma instituição não se torna “business school” por mudar o nome, criar um logótipo novo ou lançar mais cursos. E há um equívoco de base: Economia e Gestão não são o mesmo que visão de negócios.

Uma “business school” não se anuncia. Constrói-se

Se queremos uma gestão à prova de tempestade, temos de formar líderes à prova de choque. Isto implica rever o que valorizamos — e o que ensinamos — nos programas de gestão e liderança.

Gestão à prova de tempestade

Quando a liderança se retira do espaço público, o vácuo é preenchido pelo ruído. Sem líderes que deem a cara, a confiança degrada-se. E, na economia, a desconfiança é um luxo caro. O custo do capital sobe — não só nos juros, mas no receio de arriscar, colaborar e falhar. O medo torna-se o imposto invisível sobre o crescimento.

A liderança de Bunker: o custo de um poder sem rosto

O ensino superior português vive com riscos estruturais que nenhuma escola, por melhor que seja, consegue tapar. Continuamos presos a um modelo de financiamento público pouco transparente, que raramente recompensa impacto, inovação ou internacionalização.

Reimaginar a Educação em 2026

A IA não muda só a forma como trabalhamos; muda, subtilmente, a forma como pensamos. A tentação de delegar tudo na máquina — do raciocínio à criatividade — é cada vez maior. Tornámo-nos preguiçosos mentais, viciados em respostas rápidas e satisfeitos com ideias pré-fabricadas. Afinal, para quê pensar, se o algoritmo já o faz por nós — e mais depressa?

A Ilusão da Inteligência Artificial: o futuro não é só da IA

Os formatos de ensino são estratégia. “Falar durante horas” não é pedagogia — é fadiga. O que interessa é envolver, desafiar e medir o impacto. Online de qualidade e hibridez bem desenhada democratizam o acesso e trazem perfis que nunca escolheriam um modelo 100% presencial. E não, o “tudo presencial” não vai voltar — este país existe, chama-se nostalgia.

Menos auditório, mais aeroporto

Na era da inteligência artificial, há uma expressão que ressurge com fervor quase ritual: pensamento crítico. Invocada em conferências, discursos institucionais e manuais pedagógicos, tornou-se o novo amuleto do progresso educacional. Hoje, todos querem “formar mentes críticas”.

Pensar ou apenas reagir? O pensamento crítico na era da IA

Portugal tem talento e criatividade suficientes para prosperar. O que falta, muitas vezes, é a coragem para apostar numa inovação verdadeira — que aceita riscos, erros e aprendizagens contínuas. Inovar não é apenas apresentar PowerPoints brilhantes: é sujar as mãos no terreno.

Inovar, sim, mas amanhã

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