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Raul Vaz
23 de Março de 2006 às 12:59

Águas paradas

Finalmente o encontro que Fátima procurava desde que voltou para o seu povo. Sócrates foi um cavalheiro. Fica-lhe bem. E Fátima merece: desde que voltou de um exílio forçado por cabalas a que a justiça deu ouvidos, não se cansou de dizer o que pensa sobre

Fica-lhe bem valorizar a figura de quem manda – Sócrates que a autarca nunca confundiu com outras figuras do partido que serviu e agora a renega. Não é o caso de Sócrates, como nunca foi essa a ideia que o presidente vitalício do partido, António Almeida Santos, guarda de Fátima. Uma amiga. Fica bem a quem já viveu muitas histórias e aprendeu a ser patriarca. Sócrates está a aprender. Do reencontro entre Fátima e Sócrates fica, porém, uma perplexidade. Ela é a mesma que fugiu à justiça e se recusou a entregar o passaporte brasileiro, alegando não saber onde está? E ele? Terá sido um cumprimento de circunstância, um sorriso forçado? Ou será que, para ele, águas passadas não movem moinhos? Mesmo quando essas águas são paradas e não prenunciam nada de bom.

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